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Alerta no Brasil: novo ciclone extratropical deve atingir o Sul nesta semana; veja as áreas afetadas

O tempo deve mudar de forma significativa no Sul do Brasil ao longo desta semana, com a formação de um novo ciclone extratropical e a atuação de diferentes áreas de baixa pressão. A previsão indica uma sequência de dias com chuva forte, temporais, rajadas de vento e possibilidade de granizo, principalmente entre o Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Os primeiros episódios mais expressivos estão previstos a partir desta quarta-feira (9), com destaque inicial para o Oeste catarinense e o Centro-Oeste do Paraná. Meteorologistas acompanham a evolução do sistema porque a combinação entre calor, umidade e áreas de baixa pressão poderá favorecer volumes elevados de precipitação em pouco tempo.

No Paraná, a situação merece atenção especial devido à possibilidade de chuva acumulada em níveis elevados ao longo dos próximos dias. Segundo a Climatempo, alguns pontos do Estado podem superar os 300 milímetros entre terça-feira (8) e sábado (12), principalmente nas regiões Oeste, Sudoeste, Sul e Centro. A chuva não deve ocorrer necessariamente de uma só vez, mas em diferentes episódios, o que aumenta a quantidade de água acumulada no solo. Com o terreno progressivamente mais úmido, cresce também a possibilidade de alagamentos, enxurradas, transbordamentos de rios e córregos e deslizamentos em áreas consideradas vulneráveis.

Santa Catarina também aparece entre os Estados que devem acompanhar com atenção a evolução da instabilidade. A Epagri/Ciram prevê um setembro com chuva acima da média no Estado e destaca a possibilidade de atuação mais frequente de frentes frias e sistemas instáveis. Esses fenômenos podem provocar chuva forte em curtos períodos, além de temporais acompanhados por descargas elétricas, granizo e rajadas de vento. Para esta semana, os maiores impactos inicialmente são esperados no Oeste catarinense, região que já aparece nas projeções entre as áreas com possibilidade de volumes expressivos. A orientação é acompanhar os avisos meteorológicos atualizados, especialmente em localidades sujeitas a alagamentos e deslizamentos.

A formação do novo ciclone deve ocorrer dentro de um cenário atmosférico que começa a ganhar força na segunda metade da semana. De acordo com a Climatempo, uma área de baixa pressão sobre o Paraguai e o norte da Argentina deverá se intensificar e, posteriormente, contribuir para a formação de uma nova frente fria associada a um ciclone extratropical entre o Rio Grande do Sul e Santa Catarina. As projeções indicam que o sistema poderá apresentar pressão inferior a 1.000 hPa sobre partes desses Estados na sexta-feira (11), sinal de um sistema meteorológico que merece acompanhamento. A atuação dessa estrutura poderá ampliar a instabilidade e levar chuva volumosa também para outras áreas do Sul.

O cenário também está relacionado ao El Niño, fenômeno que vem influenciando as condições atmosféricas da Região Sul. O Simepar aponta que setembro deve registrar chuva acima da média em todas as regiões do Paraná, especialmente durante a primeira quinzena, devido à passagem sucessiva de frentes frias e à atuação de sistemas de baixa pressão. Em Santa Catarina, a previsão climática igualmente indica volumes acima da média durante o trimestre, com maior frequência de situações favoráveis a chuva forte e temporais. Esse contexto ajuda a explicar por que os meteorologistas estão acompanhando com atenção a sequência de sistemas prevista para os próximos dias.

Os efeitos da chuva já podem ser observados em algumas áreas da Região Sul. No início de setembro, as Cataratas do Iguaçu chegaram a registrar vazão aproximadamente cinco vezes superior à média, reflexo das chuvas acumuladas na bacia do rio Iguaçu. O volume alcançou 7,75 milhões de litros por segundo no dia 3, enquanto a média normalmente fica em torno de 1,5 milhão. O episódio mostra como a combinação de precipitações frequentes pode produzir reflexos importantes nos rios e sistemas hídricos da região. Com uma nova sequência de instabilidades prevista, o comportamento dos rios deverá continuar sendo acompanhado pelas autoridades e pelos órgãos responsáveis pelo monitoramento.

A previsão para os próximos dias, portanto, exige atenção principalmente de moradores das áreas mais vulneráveis do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. O cenário ainda pode sofrer ajustes conforme os sistemas atmosféricos evoluem, mas os principais modelos já apontam para um período de instabilidade significativa, com possibilidade de chuva volumosa, granizo e ventos fortes em diferentes pontos. A recomendação é acompanhar os alertas oficiais e evitar áreas sujeitas a alagamentos ou deslizamentos durante períodos de chuva intensa. A passagem do novo ciclone deve marcar mais uma mudança importante no clima do Sul em setembro, justamente em um mês que já apresenta previsão de maior frequência de chuva e de sistemas meteorológicos capazes de provocar temporais.

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