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Flávio Bolsonaro se manifesta sobre Moraes e faz forte crítica ao ministro do STF

O senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro voltou a fazer críticas ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), durante uma agenda realizada no Paraná. Em declaração concedida à imprensa no sábado, 5 de setembro, o parlamentar classificou o magistrado como uma “laranja podre” dentro da Corte e afirmou que, em sua avaliação, é necessário preservar a instituição e evitar que as controvérsias envolvendo um de seus integrantes atinjam todo o tribunal.

A declaração ocorreu em Ponta Grossa, durante a visita de Flávio Bolsonaro a Filipe Martins, ex-assessor do ex-presidente Jair Bolsonaro. Martins está preso em uma unidade prisional do município e foi condenado pelo STF no processo relacionado à tentativa de impedir a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A visita reuniu aliados políticos e chamou atenção pela repercussão das declarações feitas pelo senador após deixar o local.

Ao falar sobre sua visão a respeito do Supremo, Flávio afirmou que o tribunal precisa ser protegido enquanto instituição. Na sequência, fez uma crítica direta a Alexandre de Moraes e utilizou a expressão “laranja podre” para se referir ao ministro. Segundo o senador, sua intenção não seria questionar a importância do STF, mas defender mudanças na condução de determinados processos e preservar a credibilidade da Corte.

Flávio também afirmou que a atuação de Moraes não representa a totalidade dos ministros do Supremo nem a magistratura brasileira. Na avaliação do candidato, eventuais críticas direcionadas a um integrante da Corte não deveriam ser automaticamente estendidas aos demais magistrados.

Durante a manifestação, o senador também voltou a defender que Alexandre de Moraes deixe o Supremo. Flávio criticou decisões atribuídas ao ministro e classificou o gabinete do magistrado como um “gabinete da perseguição”. Essas afirmações fazem parte do discurso político adotado pelo parlamentar e devem ser compreendidas como opiniões e acusações apresentadas por ele, sem que isso signifique que tais alegações tenham sido reconhecidas oficialmente como fatos.

A relação entre Flávio Bolsonaro e Alexandre de Moraes tem sido marcada por críticas recorrentes, especialmente em assuntos relacionados aos processos que envolvem aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro. O senador tem defendido mudanças na atuação do Judiciário e afirma que pretende discutir a situação das instituições brasileiras caso chegue à Presidência da República.

Outro tema mencionado por Flávio foi a possibilidade de abertura de um processo de impeachment contra Moraes. O senador criticou a condução do assunto no Senado e afirmou que existem pedidos apresentados contra o ministro que ainda não avançaram na Casa. O tema, entretanto, depende dos procedimentos previstos na legislação e das decisões das autoridades responsáveis pela análise dessas iniciativas.

A fala também ocorreu em um momento de forte disputa política, com a aproximação das eleições de 2026. Críticas ao STF, ao governo federal e a integrantes dos Poderes têm ocupado espaço importante no debate entre os grupos políticos que se preparam para a campanha.

Ao mesmo tempo, o episódio reforçou a estratégia de Flávio Bolsonaro de apresentar sua candidatura associada à defesa de mudanças nas instituições e à revisão de decisões que considera inadequadas. O senador afirmou que pretende atuar para recuperar a confiança da população nas instituições públicas.

A declaração sobre Alexandre de Moraes rapidamente repercutiu nas redes sociais e em veículos de comunicação. A expressão escolhida pelo parlamentar acabou se tornando o principal destaque de sua manifestação no Paraná.

Apesar da intensidade das críticas, o próprio Flávio procurou diferenciar o ministro do restante do Supremo em sua fala. Ao dizer que Moraes seria uma “laranja podre”, o senador sustentou que a instituição não deveria ser responsabilizada pela atuação individual de um de seus integrantes.

O episódio acrescenta mais um capítulo à relação marcada por conflitos políticos e jurídicos entre integrantes do grupo bolsonarista e o ministro Alexandre de Moraes. A declaração deverá continuar repercutindo no cenário eleitoral, especialmente diante da proximidade das manifestações previstas para o feriado de 7 de setembro e do avanço da disputa presidencial.

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