Obra na casa de Simone Mendes termina em processo milionário

Uma obra realizada no imóvel da cantora Simone Mendes, em um condomínio de alto padrão em Barueri, na Grande São Paulo, acabou se transformando em uma disputa judicial que envolve uma quantia milionária. O caso teve início após uma estrutura de contenção relacionada à construção ceder durante um período de fortes chuvas, em novembro de 2024. A movimentação de terra, água e materiais atingiu a propriedade vizinha, pertencente ao músico Léo Stuart, guitarrista da banda Tihuana. Agora, a ação judicial apresentada pelo músico envolve cerca de R$ 1,3 milhão em pedidos de reparação.
O episódio aconteceu em 6 de novembro de 2024, quando uma forte chuva atingiu a região de Barueri. Segundo os documentos apresentados no processo, o problema ocorrido na obra fez com que terra, água, lama e materiais alcançassem áreas da residência vizinha. Entre os locais apontados como afetados estão o pomar, a piscina, o canil, o lago de carpas e o sistema de abastecimento de água. O caso ganhou ainda mais repercussão porque um piano avaliado em aproximadamente R$ 400 mil também aparece entre os bens que teriam sido danificados.
De acordo com a versão apresentada por Léo Stuart à Justiça, a situação provocou prejuízos consideráveis na propriedade e exigiu a atuação de órgãos responsáveis pela segurança da região. O músico afirma que o imóvel já estava construído havia décadas e que nunca havia enfrentado um problema semelhante em períodos anteriores de chuvas. Após o ocorrido, foram solicitadas avaliações técnicas para verificar as condições da área e identificar as possíveis causas do episódio.
A questão central do processo está justamente na responsabilidade pelo ocorrido. A defesa de Simone Mendes sustenta que o episódio aconteceu em meio a condições climáticas adversas e argumenta que a execução da obra estava sob responsabilidade de uma empresa contratada. Os representantes da cantora defendem que as chuvas tiveram papel determinante no incidente e contestam a atribuição direta de responsabilidade à artista. A posição apresentada pela defesa ainda será analisada no decorrer do processo judicial.
Por outro lado, a representação de Léo Stuart sustenta que havia problemas relacionados à estrutura e à drenagem da obra. Informações apresentadas no processo apontam que uma perícia foi realizada para avaliar tecnicamente a situação. O resultado desse trabalho passou a ser utilizado pelo músico para sustentar o pedido de reparação. A discussão envolve tanto os danos registrados na propriedade quanto a necessidade de reconstrução de determinadas estruturas atingidas pelo episódio.
O valor de R$ 1,3 milhão chamou atenção justamente pela dimensão da disputa. A quantia, entretanto, representa o valor dos pedidos apresentados no processo e não significa que Simone Mendes tenha sido condenada a pagar esse montante. Entre os pedidos estão reparações relacionadas aos prejuízos materiais e outros valores discutidos judicialmente. A Justiça ainda precisa analisar definitivamente os argumentos apresentados pelas duas partes antes de estabelecer eventual responsabilidade e o valor de uma possível indenização.
O caso continua em andamento e ganhou novos capítulos ao longo de 2026, incluindo uma tentativa de conciliação entre as partes. Enquanto o vizinho busca reparação pelos prejuízos apontados, a defesa da cantora continua contestando a responsabilidade atribuída à obra. Dessa forma, o desfecho ainda depende das próximas decisões judiciais. Até o momento, portanto, não há uma condenação definitiva de Simone Mendes ao pagamento dos R$ 1,3 milhão. A disputa segue sendo acompanhada pela Justiça, e novos detalhes poderão surgir conforme o processo avançar.



