Notícia revela o que Lula e Flávio têm em comum nesta eleição

A corrida presidencial de 2026 ganhou novos elementos nesta terça-feira (1º), com a divulgação de uma pesquisa Real Time Big Data que mostra um cenário de forte rejeição entre os dois principais nomes da disputa. Segundo o levantamento, 50% dos entrevistados afirmam que não votariam no presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), enquanto o mesmo percentual declara rejeição ao senador Flávio Bolsonaro (PL). O resultado coloca os dois candidatos empatados no índice negativo, evidenciando a forte divisão do eleitorado.
A pesquisa ouviu 2.000 eleitores brasileiros entre os dias 27 e 31 de agosto. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-03490/2026 e teve custo informado de R$ 30 mil, pago com recursos próprios. Além de avaliar a rejeição dos candidatos, o estudo também analisou diferentes cenários de primeiro e segundo turnos da eleição presidencial.
Na disputa pelo segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, os dois aparecem tecnicamente empatados. O levantamento aponta 44% das intenções de voto para cada um. O resultado reforça a proximidade entre os dois nomes em uma eventual disputa direta e indica que a eleição poderá ser marcada por uma margem bastante estreita entre os principais concorrentes. Em outro cenário testado, envolvendo Lula e o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD), o candidato do PSD aparece numericamente à frente, com 45%, contra 43% do atual presidente.
Nos cenários de primeiro turno, Lula mantém vantagem numérica sobre Flávio Bolsonaro. Quando Pablo Marçal (PRTB) é incluído na simulação, o presidente aparece com 38% das intenções de voto, enquanto Flávio registra 29%. Marçal, porém, está inelegível por decisão da Justiça Eleitoral. Sem a presença do empresário na lista de candidatos, Lula chega novamente a 38%, enquanto Flávio alcança 30%. A diferença permanece dentro de um quadro no qual os dois concentram a maior parte das intenções de voto.
Outro destaque da pesquisa é o desempenho do escritor e candidato do Avante, Augusto Cury. O levantamento confirma uma tendência de crescimento do nome na corrida presidencial. Em um dos cenários de primeiro turno, Cury aparece com 10% das intenções de voto. Em outro, sem a presença de Pablo Marçal, alcança 11%. Com esses números, passa a ocupar a terceira colocação, atrás apenas de Lula e Flávio Bolsonaro. Na pesquisa anterior do mesmo instituto, divulgada em julho, Cury tinha apenas 1%, o que representa uma mudança significativa em sua posição na disputa.
O crescimento de Cury também havia sido identificado por outros levantamentos divulgados nos dias anteriores, indicando que sua candidatura passou a ganhar maior espaço nas pesquisas. Na pesquisa BTG/Nexus divulgada anteriormente, o escritor havia registrado 11% em um dos cenários e ultrapassado Ronaldo Caiado na terceira posição. A repetição desse desempenho em diferentes levantamentos coloca o candidato como um dos nomes que mais avançaram no período recente da pré-campanha.
A pesquisa também avaliou a percepção dos eleitores sobre o governo federal. A administração Lula é desaprovada por 51% dos entrevistados, enquanto 45% afirmam aprovar a gestão. Na avaliação qualitativa, 39% classificam o governo como ruim ou péssimo, 33% consideram a administração regular e 27% avaliam a gestão como ótima ou boa. Os números mostram um cenário de avaliação dividido e ajudam a explicar a proximidade observada nas simulações de segundo turno.
Apesar da vantagem numérica de Lula em alguns cenários de primeiro turno, o índice de rejeição de 50% representa um desafio para a campanha do presidente. Do outro lado, Flávio Bolsonaro apresenta o mesmo percentual de rejeição, o que demonstra que nenhum dos dois principais nomes parte para uma eventual disputa de segundo turno com amplo espaço de aceitação entre os eleitores. Em uma eleição marcada pela polarização, a capacidade de ampliar a votação para além das bases tradicionais pode ser decisiva.
Os dados também apontam para uma disputa ainda aberta, especialmente diante do crescimento de candidatos que tentam ocupar espaço fora da polarização entre lulismo e bolsonarismo. A evolução de Augusto Cury é o principal exemplo apresentado pelo levantamento, enquanto nomes como Caiado, Romeu Zema e Renan Santos seguem sendo testados em diferentes combinações eleitorais.
Com a campanha avançando e a propaganda eleitoral ganhando espaço, novos levantamentos deverão ajudar a medir se as mudanças registradas nas últimas semanas representam apenas oscilações dentro da margem de erro ou uma tendência mais consistente. Por enquanto, a pesquisa mostra Lula e Flávio Bolsonaro empatados no segundo turno e com índices elevados de rejeição, enquanto Augusto Cury aparece como o nome que mais chama atenção entre os candidatos que disputam espaço na chamada terceira via.



