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Carreta de acidente que matou empresário rodava fora do horário permitido

Um acidente registrado na noite de sábado (21/8), na BR-414, em Cocalzinho de Goiás, no Entorno do Distrito Federal, passou a ser investigado por diferentes frentes após a Polícia Civil de Goiás (PCGO) apontar que a carreta envolvida na ocorrência não tinha autorização para trafegar pela rodovia naquele horário. A colisão ocorreu por volta das 22h e resultou na morte do empresário Wilker Renato Almeida da Silva, de 29 anos, e das duas filhas dele, Alana Almeida Gomes, de 8 anos, e Alice Almeida Gomes, de 4. A informação sobre a restrição de circulação pode ser relevante para esclarecer as circunstâncias que antecederam a ocorrência e já integra a apuração das autoridades.

Wilker estava em uma caminhonete quando houve a colisão com a carreta de calcário, que seguia no sentido contrário da rodovia. O empresário era conhecido no setor da moda e havia fundado a BlessMe Jeans de Luxo. A morte dele e das duas crianças causou repercussão entre familiares e pessoas próximas, enquanto a investigação busca esclarecer responsabilidades relacionadas à circulação do veículo de carga e às condições em que o transporte era realizado naquela noite.

 

Segundo o delegado Carlos Alfama, responsável pelo caso, o motorista da carreta deverá ser indiciado por homicídio culposo, classificação aplicada quando a morte ocorre sem intenção. A Polícia Civil também informou que o proprietário do veículo deverá responder pelo mesmo crime. Conforme a investigação, ele teria determinado que o funcionário realizasse o transporte durante o período em que a carreta não poderia circular pela BR-414. A apuração deverá reunir documentos, depoimentos e outros elementos para esclarecer de que maneira a determinação para o transporte contribuiu para a ocorrência.

 

Paralelamente à investigação sobre a colisão, outro episódio passou a fazer parte do inquérito. Robeilton Junio, irmão de Wilker, foi indiciado por falso testemunho após admitir à Polícia Civil que havia apresentado uma informação incorreta sobre a suposta existência de uma mala com R$ 1 milhão na caminhonete da vítima. A história havia ganhado repercussão depois que Robeilton apareceu em gravações publicadas nas redes sociais relatando o possível desaparecimento do dinheiro. Posteriormente, durante o depoimento às autoridades, ele reconheceu que a informação não correspondia à realidade.

 

Em declaração à polícia, Robeilton explicou que tomou a decisão em meio ao impacto provocado pela perda do irmão. Segundo ele, a circulação de comentários sobre o suposto dinheiro gerou preocupação de que a família pudesse sofrer algum prejuízo. “Eu estava em choque. Nunca participei de uma audiência na minha vida, é a primeira vez que participo de uma audiência criminal”, afirmou. Ele também disse que sempre foi uma pessoa trabalhadora e que, diante da situação, acabou fornecendo uma informação falsa por medo e pela pressão provocada pelas circunstâncias.

 

Com os novos elementos apresentados durante a investigação, a Polícia Civil trabalha para reunir todas as informações relacionadas ao acidente e estabelecer as responsabilidades de cada pessoa envolvida. A restrição de circulação da carreta, a decisão de realizar o transporte naquele horário e os relatos apresentados após a ocorrência são pontos distintos que passaram a ser analisados pelas autoridades. Enquanto o inquérito avança, o caso permanece sob investigação, e eventuais responsabilidades deverão ser definidas a partir das provas reunidas e dos procedimentos previstos pela Justiça.

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