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10 sinais que o coração pode dar antes de um problema grave e que não devem ser ignorados

O coração trabalha continuamente, muitas vezes sem que percebamos. Por isso, quando alguma coisa começa a sair do normal, o organismo pode apresentar sinais que merecem atenção.

Nem todo sintoma significa que existe uma doença cardíaca. Cansaço, falta de ar, palpitações ou desconforto no peito podem ter diversas causas. O problema é ignorar manifestações importantes, principalmente quando surgem de repente, são intensas ou aparecem durante esforços.

No caso de um possível infarto, reconhecer os sinais e buscar atendimento rapidamente pode fazer diferença. O Ministério da Saúde considera o infarto uma emergência e orienta procurar atendimento imediato diante de sintomas sugestivos.

A seguir, veja alguns sinais que podem estar relacionados a problemas cardiovasculares e que merecem atenção.

1. Pressão ou aperto no peito

Um dos sinais mais conhecidos é o desconforto no centro do peito.

Ele pode ser descrito como pressão, peso, aperto, queimação ou uma sensação desagradável difícil de explicar.

Em situações de infarto, a dor pode ser intensa e persistente, podendo irradiar para outras regiões do corpo.

O problema é que algumas pessoas esperam sentir uma dor extremamente forte para procurar ajuda.

Isso pode ser perigoso.

Um desconforto novo, principalmente quando não melhora rapidamente ou aparece acompanhado de outros sintomas, precisa ser avaliado.

2. Dor que se espalha para outras partes do corpo

O desconforto relacionado ao coração nem sempre fica limitado ao peito.

Ele pode se espalhar para o braço, costas, pescoço, mandíbula ou região do estômago.

Segundo as orientações do Ministério da Saúde, dor ou pressão no peito com irradiação para braço, pescoço, mandíbula ou estômago é um dos sinais que podem acompanhar um quadro de origem cardíaca.

Por isso, uma dor aparentemente localizada em outra região não deve ser automaticamente considerada um problema muscular ou digestivo.

3. Falta de ar fora do habitual

Sentir falta de ar depois de uma atividade física intensa pode ser normal.

O sinal de alerta é quando a dificuldade para respirar aparece de maneira inesperada, durante atividades simples ou até mesmo em repouso.

A falta de ar pode acompanhar problemas cardíacos e também diversas outras condições.

Em algumas pessoas, especialmente idosos, ela pode aparecer como uma manifestação importante de um infarto, mesmo quando a dor no peito não é evidente.

4. Cansaço que não parece normal

Todo mundo pode ficar cansado depois de um dia intenso.

O que merece atenção é uma mudança repentina no padrão habitual.

Uma pessoa que normalmente realiza suas atividades sem dificuldade e passa a sentir um cansaço desproporcional ao esforço deve observar o sintoma.

Quando o coração não consegue atender adequadamente às necessidades do organismo, podem surgir manifestações como fadiga e falta de ar.

Isso não significa que todo cansaço seja cardíaco, mas uma mudança persistente merece investigação.

5. Suor frio sem explicação

O suor excessivo também pode aparecer em situações de calor, exercício, ansiedade ou febre.

Porém, quando surge repentinamente junto com desconforto no peito, falta de ar, náusea ou sensação de desmaio, o quadro merece atenção imediata.

O Ministério da Saúde inclui a sudorese entre os sintomas que podem acompanhar uma situação de infarto.

Não é necessário esperar que todos os sintomas apareçam simultaneamente.

6. Náusea ou vômito inesperado

Náusea e vômito geralmente são associados a problemas digestivos.

Entretanto, também podem aparecer durante um evento cardíaco, especialmente quando acompanham outros sinais.

Por isso, uma náusea repentina acompanhada de pressão no peito, suor intenso, falta de ar ou fraqueza não deve ser simplesmente atribuída a uma indisposição alimentar.

Esses sintomas fazem parte dos sinais de alerta descritos nas orientações brasileiras para suspeita de infarto.

7. Tontura ou sensação de desmaio

Uma tontura ocasional pode ter diversas causas.

Desidratação, queda da pressão, alterações do ouvido interno, medicamentos e outros problemas podem provocar essa sensação.

Mas tontura intensa, especialmente acompanhada de dor no peito, falta de ar, palpitações ou desmaio, pode indicar uma situação que precisa de atendimento urgente.

O Ministério da Saúde também considera síncope e sintomas associados à circulação sinais importantes na avaliação de situações cardiovasculares.

8. Palpitações ou batimentos muito diferentes

Às vezes é possível sentir o coração bater mais forte, acelerar ou parecer que está “falhando” uma batida.

Isso pode acontecer depois de exercícios, durante momentos de ansiedade ou após o consumo de estimulantes.

Entretanto, palpitações frequentes ou acompanhadas de falta de ar, tontura, dor no peito ou desmaio merecem avaliação médica.

Algumas alterações do ritmo cardíaco podem exigir atendimento de emergência, especialmente quando provocam sinais de comprometimento da circulação.

9. Inchaço nas pernas e nos pés

O aparecimento persistente de inchaço, principalmente nas pernas e tornozelos, pode ter diferentes causas.

Entre elas estão problemas circulatórios, alterações renais, medicamentos e doenças cardíacas.

Quando o coração apresenta dificuldade para bombear o sangue adequadamente, pode ocorrer retenção de líquido em determinadas situações.

Por isso, um inchaço novo e persistente deve ser informado a um profissional de saúde, especialmente quando aparece junto com falta de ar ou cansaço.

10. Queda repentina na tolerância aos esforços

Um dos sinais mais fáceis de ignorar é perceber que atividades que antes eram fáceis passaram a provocar falta de ar, cansaço ou desconforto.

Subir uma escada, caminhar determinada distância ou realizar tarefas domésticas pode começar a exigir um esforço muito maior.

Essa mudança não deve ser simplesmente atribuída à idade ou à falta de condicionamento sem uma avaliação.

Se a alteração for recente e persistente, vale procurar atendimento para investigar a causa.

Nem todo sinal significa infarto

Essa é uma informação importante.

Os sintomas apresentados neste artigo não permitem diagnosticar um problema cardíaco.

Dor no peito, por exemplo, também pode estar relacionada a músculos, refluxo, problemas pulmonares e outras condições. O próprio Ministério da Saúde destaca diversas causas possíveis para a dor torácica.

Por isso, não é recomendável tentar descobrir sozinho se determinado sintoma é “apenas uma azia” ou algo mais grave quando existem sinais de alerta.

Quando a situação se torna uma emergência?

Algumas combinações de sintomas exigem atenção imediata.

Procure atendimento de emergência ou acione o SAMU pelo número 192 diante de uma dor ou pressão importante no peito, principalmente quando não melhora rapidamente ou vem acompanhada de falta de ar, suor intenso, náuseas, vômitos ou desmaio.

Também é importante agir rapidamente diante de uma suspeita de infarto porque o tratamento precoce pode reduzir danos ao coração.

Não espere todos os sintomas aparecerem

Um erro comum é acreditar que uma emergência cardíaca precisa apresentar uma lista completa de sintomas.

Não é assim.

Uma pessoa pode apresentar principalmente dor no peito.

Outra pode ter falta de ar mais evidente.

Em idosos e pessoas com diabetes, os sintomas podem ser menos característicos. O Ministério da Saúde ressalta que, nesses grupos, um infarto pode ocorrer sem os sinais específicos mais conhecidos.

Por isso, mudanças repentinas no estado de saúde devem ser levadas a sério.

O que fazer diante de uma suspeita?

Se uma pessoa apresentar sintomas compatíveis com uma emergência cardíaca, o mais importante é procurar atendimento imediatamente.

Não é recomendado esperar horas para descobrir se o desconforto vai desaparecer.

O SAMU 192 funciona gratuitamente, 24 horas por dia, e pode orientar a pessoa durante o atendimento telefônico e encaminhar o suporte necessário.

Em situações de dor torácica grave persistente ou sintomas sugestivos de infarto, as orientações oficiais indicam encaminhamento para um serviço de emergência.

E quando os sintomas são leves?

Mesmo sintomas que não configuram uma emergência podem merecer investigação quando são recorrentes.

Se você percebe frequentemente falta de ar aos esforços, palpitações, cansaço fora do habitual ou desconforto durante atividades físicas, marque uma avaliação médica.

O objetivo não é esperar o aparecimento de um problema grave.

É justamente identificar fatores de risco e possíveis doenças antes que a situação se complique.

Como cuidar melhor da saúde do coração?

A prevenção envolve vários aspectos da rotina.

Entre os fatores de risco associados ao infarto estão hipertensão, diabetes, alterações do colesterol, tabagismo, excesso de peso, sedentarismo e histórico familiar, entre outros.

Por isso, cuidar do coração não significa apenas prestar atenção à dor no peito.

Também envolve acompanhar a pressão arterial, controlar doenças já existentes, evitar o cigarro, praticar atividade física de acordo com orientação adequada e manter uma alimentação equilibrada.

Um coração saudável também depende de acompanhamento

Muitas doenças cardiovasculares podem permanecer silenciosas durante bastante tempo.

É possível ter pressão alta ou alterações do colesterol sem sentir absolutamente nada.

Por isso, esperar o aparecimento de sintomas não é uma estratégia adequada de prevenção.

Consultas de rotina permitem avaliar fatores de risco e identificar alterações antes que provoquem uma emergência.

Conclusão

O coração pode estar envolvido em sintomas muito diferentes, e nem sempre eles aparecem da maneira que imaginamos.

Pressão no peito, dor irradiada, falta de ar, suor frio, náusea, tontura, palpitações, cansaço incomum, inchaço e queda na tolerância aos esforços são manifestações que podem ter diversas causas, mas algumas merecem investigação.

O ponto mais importante é reconhecer os sinais de emergência.

Uma dor ou pressão intensa no peito, especialmente quando acompanhada de falta de ar, suor intenso, náuseas, vômitos ou desmaio, pode indicar um infarto e exige atendimento imediato.

Nessa situação, não espere para ver se passa.

Ligue para o SAMU 192 e siga as orientações da equipe.

Cuidar do coração também significa prestar atenção às mudanças do próprio corpo e procurar ajuda quando algo parece diferente do habitual.

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