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PoderData/Aya: governo Lula é avaliado negativamente por 48% e positivamente por 33%

A avaliação do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) apresenta um cenário de atenção para o Palácio do Planalto, segundo levantamento divulgado pelo PoderData/Aya nesta quinta-feira (27). De acordo com a pesquisa, 48% dos entrevistados classificam a atual gestão como “ruim” ou “péssima”, enquanto 33% consideram o governo “ótimo” ou “bom”. Outros 17% definiram a administração como “regular” e 2% não souberam ou não quiseram responder. Os números mostram uma diferença de 15 pontos percentuais entre as avaliações negativas e positivas e colocam o desempenho do presidente diante de um quadro de opinião pública que merece atenção. O levantamento também revela que a percepção sobre a administração federal varia de forma significativa entre as diferentes regiões do país, indicando que o cenário nacional não é uniforme.

Entre as regiões brasileiras, o Nordeste aparece como a única em que a avaliação positiva supera a negativa. Conforme os dados divulgados, 41% dos entrevistados nordestinos classificam o governo Lula como “ótimo” ou “bom”, enquanto 38% fazem uma avaliação negativa. A diferença, embora relativamente pequena, coloca a região em uma posição distinta do restante do país. O resultado reforça a importância do Nordeste no cenário político nacional, especialmente por apresentar uma percepção mais favorável à atual administração. Ainda assim, os números mostram que mesmo nessa região a aprovação não alcança uma maioria absoluta, revelando um eleitorado dividido quanto à condução do governo federal. A fotografia apresentada pela pesquisa, portanto, aponta para uma realidade de opiniões variadas e sem consenso amplo entre os entrevistados.

 

No Norte, a avaliação negativa alcança 47%, enquanto 35% consideram o governo positivamente. A diferença também aparece de maneira mais acentuada no Centro-Oeste, onde 53% classificam a administração como “ruim” ou “péssima”, contra 28% que avaliam o trabalho presidencial como “ótimo” ou “bom”. Os dados indicam que, nessas regiões, a percepção desfavorável tem vantagem significativa sobre a positiva. A distância entre os percentuais chama atenção principalmente no Centro-Oeste, onde a diferença chega a 25 pontos percentuais. Esses números ajudam a mostrar como fatores regionais podem influenciar a maneira pela qual diferentes grupos da população enxergam as ações e os resultados apresentados pelo governo federal ao longo do mandato.

 

No Sudeste, região que concentra uma parcela expressiva da população brasileira, 50% dos entrevistados avaliaram negativamente o trabalho do presidente, enquanto 31% fizeram uma avaliação positiva. Já no Sul, o resultado é ainda mais desfavorável: 58% classificaram o governo como “ruim” ou “péssimo”, diante de 29% que consideraram a gestão “ótima” ou “boa”. A diferença entre os dois grupos chega a 29 pontos percentuais na região Sul. Os resultados revelam, portanto, que a percepção sobre o governo varia consideravelmente conforme o local de residência dos entrevistados. Enquanto o Nordeste apresenta uma avaliação positiva numericamente superior à negativa, as demais regiões registram maior presença de opiniões desfavoráveis, segundo os dados apresentados pelo levantamento.

 

A pesquisa PoderData/Aya foi realizada entre os dias 23 e 26 de agosto, por meio de entrevistas telefônicas com 2.400 pessoas. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e a taxa de confiança informada é de 95%. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 21 de agosto, sob o número BR-04974/2026. Esses critérios são importantes para contextualizar a leitura dos resultados, já que pesquisas de opinião representam um retrato do momento em que as entrevistas são realizadas e estão sujeitas à margem de erro indicada pela metodologia. Dessa forma, os percentuais devem ser analisados dentro dos parâmetros técnicos apresentados pela empresa responsável pelo estudo, sem que o resultado seja interpretado como uma previsão definitiva do comportamento eleitoral futuro.

 

O levantamento surge em um momento de grande atenção ao ambiente político brasileiro e coloca os índices de avaliação do governo Lula novamente no centro do debate público. Com 48% de avaliações negativas e 33% positivas no resultado nacional, a pesquisa mostra uma vantagem da percepção desfavorável sobre a favorável. Ao mesmo tempo, a diferença entre as regiões evidencia que a opinião dos brasileiros sobre a administração federal não segue um único padrão. O Nordeste mantém uma visão relativamente mais positiva, enquanto Sul, Centro-Oeste, Sudeste e Norte apresentam índices negativos superiores aos positivos. Mais do que um número isolado, os dados ajudam a compreender a diversidade de percepções existente no país e oferecem um retrato do momento político registrado pelo levantamento realizado no fim de agosto de 2026.

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