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Homem relata múltiplos AVCs e chama atenção para hábito que mantinha há anos

Um relato que voltou a circular nas redes sociais nesta semana chamou atenção para um costume bastante comum: estalar o pescoço. O norte-americano Donald McAvoy, de 38 anos, contou que mantinha esse hábito havia anos para tentar aliviar a sensação de rigidez e desconforto na região. Em 2023, porém, sua rotina mudou completamente após um problema vascular que levou a múltiplos acidentes vasculares cerebrais (AVCs).

Conhecido pelo apelido de Frue, Donald vive na Flórida, nos Estados Unidos, e é proprietário de uma academia. Segundo os relatos publicados recentemente, ele se considerava uma pessoa saudável e ativa. Antes do episódio, entretanto, vinha sentindo dores persistentes no pescoço e nas costas e procurou ajuda para tentar melhorar o incômodo.

Foi nesse período que o costume de estalar o pescoço se tornou ainda mais frequente. Donald explicou que fazia o movimento quando percebia a região rígida, sem imaginar que poderia existir algum risco associado. Depois de uma sessão de manipulação cervical, ele afirmou ter sentido ainda mais desconforto e continuou tentando aliviar a região por conta própria.

O episódio que mudou sua vida ocorreu enquanto Donald estava em casa assistindo a um jogo de futebol. De repente, começou a apresentar alterações importantes, incluindo dificuldade para enxergar, tontura e perda de equilíbrio. A família percebeu que algo não estava bem e ele foi encaminhado para atendimento médico.

No hospital, os exames identificaram uma dissecção da artéria vertebral, uma alteração na parede de um vaso que leva sangue para o cérebro. A condição foi associada aos AVCs apresentados naquele momento. Donald precisou passar por procedimentos de emergência e permaneceu semanas entre tratamento intensivo e reabilitação.

A história ganhou força nas redes sociais em agosto de 2026, principalmente pela relação apontada entre os movimentos no pescoço e o problema vascular. Entretanto, especialistas destacam que a situação é mais complexa do que simplesmente afirmar que estalar o pescoço provoca AVC.

A reportagem da Veja Saúde ressalta que casos desse tipo são raros e que o próprio Donald já apresentava dores antes do episódio. Além disso, uma manipulação cervical brusca também foi mencionada em seu relato. Portanto, não é possível estabelecer uma relação direta e simples entre o hábito cotidiano e o problema ocorrido.

A principal lição está em prestar atenção aos sinais do próprio corpo. Dor persistente, especialmente quando aparece de forma diferente do habitual, merece avaliação profissional. Em vez de tentar resolver continuamente o desconforto com movimentos bruscos, o mais prudente é descobrir sua origem.

Depois do período de tratamento, Donald enfrentou meses de fisioterapia, terapia ocupacional e fonoaudiologia. Aos poucos, precisou recuperar habilidades que antes faziam parte de sua rotina sem exigir qualquer esforço especial. Hoje, decidiu contar sua experiência justamente para incentivar outras pessoas a procurarem ajuda diante de sintomas persistentes.

O caso serve como lembrete de que um hábito aparentemente simples não deve ser tratado da mesma maneira por todas as pessoas. Cada organismo tem suas particularidades, e movimentos na região cervical exigem cuidado, principalmente quando existem dor ou outros sintomas associados.

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