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Inundação repentina tira a vida de dezenas de pessoas e mais de 380 estão desaparecidos

Uma inundação repentina atingiu nesta quarta-feira (26) a região da fronteira entre o Nepal e o Tibete, na China, deixando ao menos 55 mortos e 384 pessoas desaparecidas, segundo informações divulgadas pelas autoridades locais. A ocorrência afetou especialmente áreas montanhosas e comunidades próximas ao rio Trishuli, onde a força da água provocou danos em casas, veículos, estradas e estruturas de transporte. Entre os desaparecidos estão 341 estrangeiros, o que aumentou a preocupação das autoridades com turistas e trabalhadores que estavam na região no momento do incidente.

O Conselho de Turismo do Nepal informou que a maioria dos viajantes desaparecidos é formada por estrangeiros. O Exército nepalês conseguiu resgatar 88 pessoas durante as primeiras operações, enquanto equipes de emergência continuam procurando sobreviventes e tentando chegar às localidades mais afetadas. O administrador distrital Narendra Pariyar orientou moradores que vivem próximos às margens do rio Trishuli a procurar áreas mais elevadas diante do risco de novas ocorrências. As autoridades ainda trabalham para dimensionar completamente os danos e identificar todas as pessoas que estavam na região.

Imagens divulgadas por emissoras de televisão mostram o tamanho dos estragos provocados pela inundação. Casas foram atingidas pela água, veículos acabaram sendo arrastados pela correnteza e uma ponte metálica não resistiu à força do rio Trishuli. Testemunhas ouvidas pela agência Reuters relataram que algumas comunidades foram tomadas rapidamente pelas águas, dificultando a saída dos moradores. A combinação entre o relevo montanhoso e as condições adversas também tornou mais complexa a atuação das equipes de emergência, que enfrentam obstáculos para acessar determinadas áreas.

A situação também preocupa autoridades do outro lado da fronteira. No condado de Gyirong, no Tibete, um deslizamento de terra atingiu uma passagem utilizada na ligação entre os dois territórios. Entre as pessoas desaparecidas estão oito sul-coreanos que trabalhavam em uma usina hidrelétrica. De acordo com a agência oficial chinesa Xinhua, o deslizamento ocorreu no lado nepalês e alcançou uma área de fronteira, provocando interrupções em estradas, comunicações e no fornecimento de energia na região de Shigatse.

O distrito de Rasuwa, no Nepal, aparece entre os locais mais afetados pela ocorrência. A área montanhosa tem aproximadamente 50 mil habitantes e enfrenta dificuldades adicionais para receber ajuda devido às condições do terreno. Helicópteros enviados para auxiliar nas operações não conseguiram pousar em alguns dos pontos atingidos, o que limita o trabalho das equipes de resgate. Com estradas e vias de comunicação comprometidas, autoridades precisam buscar alternativas para transportar equipamentos, localizar desaparecidos e prestar atendimento às pessoas que conseguiram deixar as áreas de risco.

As buscas seguem em andamento enquanto autoridades do Nepal e da China tentam reunir informações sobre a extensão da ocorrência e localizar as pessoas que continuam desaparecidas. O número de vítimas e desaparecidos ainda pode sofrer alterações à medida que novas áreas sejam alcançadas pelas equipes e os registros sejam atualizados. A presença de centenas de estrangeiros entre os desaparecidos também deve levar governos de diferentes países a acompanhar a situação. Até o momento, não havia informação divulgada pelo Itamaraty sobre a presença de brasileiros entre as pessoas afetadas. O cenário permanece sob monitoramento, com esforços concentrados no atendimento às comunidades atingidas e na continuidade das operações de busca e salvamento.

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