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Falece fotógrafo que tentou separar briga generalizada em um estádio

A morte do repórter fotográfico Ricardo Sena Santos, de 37 anos, causou comoção em Serra Preta, no interior da Bahia. O profissional morreu na segunda-feira (24), após permanecer cerca de 15 dias internado no Hospital Geral Clériston Andrade (HGCA), em Feira de Santana. Ricardo havia sido levado para a unidade de saúde depois de se ferir durante uma confusão registrada no Estádio Zelitão, localizado no distrito do Bravo, onde morava. Ele estava no local para acompanhar uma partida de um campeonato amador entre equipes de Serra Preta e Feira de Santana quando decidiu tentar ajudar a interromper o desentendimento entre atletas. Durante a movimentação, acabou caindo e sofreu uma fratura na perna, dando início a uma sequência de acontecimentos que terminou com sua morte.

O episódio ocorreu durante a partida e mobilizou pessoas que estavam no estádio. Após se ferir, Ricardo recebeu os primeiros cuidados e foi encaminhado para atendimento médico. A entrada no Hospital Geral Clériston Andrade aconteceu no dia 9 de agosto, quando o fotógrafo passou a receber acompanhamento da equipe médica. Conforme as informações divulgadas, ele precisou ser submetido a um procedimento cirúrgico em razão da fratura sofrida na perna. Durante os dias seguintes, permaneceu internado e sob cuidados hospitalares. A morte foi registrada às 16h17 da segunda-feira, encerrando um período de aproximadamente duas semanas de internação e deixando familiares, amigos e integrantes da comunidade local consternados.

A suspeita inicial é de que Ricardo tenha apresentado um quadro de tromboembolismo pulmonar, que pode estar relacionado às complicações posteriores ao período de internação e ao procedimento realizado. No entanto, a causa oficial da morte ainda depende da conclusão das análises e perícias conduzidas pelo Departamento de Polícia Técnica (DPT). A Polícia Civil também acompanha o caso e informou que está investigando as circunstâncias que antecederam a morte do fotógrafo. Diligências e oitivas estão sendo realizadas para reunir informações e esclarecer toda a sequência dos acontecimentos. Até que os procedimentos sejam concluídos, a causa apontada inicialmente permanece como uma hipótese, e novos detalhes poderão surgir durante a investigação.

Além da atuação como repórter fotográfico, Ricardo Sena Santos construiu uma trajetória ligada à comunicação, ao audiovisual e à cultura. Morador do distrito do Bravo, ele tinha formação em Cinema e Audiovisual e também em Artes Visuais pela Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB). Ao longo de sua carreira, trabalhou com fotografia e produção audiovisual e também atuou na área de comunicação da Prefeitura de Serra Preta. Seu trabalho estava diretamente relacionado ao registro de acontecimentos, manifestações culturais e histórias da comunidade. Por meio das imagens e dos projetos desenvolvidos ao longo dos anos, Ricardo contribuiu para preservar momentos importantes da identidade e da memória do município.

A Prefeitura de Serra Preta publicou uma nota de pesar após a confirmação da morte e destacou a importância da trajetória profissional de Ricardo. A administração municipal ressaltou a contribuição do fotógrafo para o registro da cultura, das histórias e da identidade da cidade. A homenagem ganhou repercussão entre moradores que conheciam o trabalho desenvolvido por ele na região. Para familiares e amigos, além da perda pessoal, fica também a lembrança de um profissional dedicado à fotografia e ao audiovisual, áreas nas quais construiu sua carreira e manteve vínculos com a comunidade onde vivia. A notícia também repercutiu entre pessoas ligadas à comunicação e à produção cultural do município.

O velório de Ricardo Sena Santos acontece na Igreja Adventista do Sétimo Dia, no Novo Bravo, localizada na Rua da Igreja. O sepultamento está previsto para as 16h desta terça-feira (25), no Cemitério Lar da Saudade, no distrito do Bravo. Enquanto familiares e amigos se reúnem para prestar as últimas homenagens, a investigação continua para esclarecer as circunstâncias da morte. A Polícia Civil deverá analisar os elementos disponíveis e ouvir pessoas que possam contribuir para a apuração. O caso, que começou durante uma partida de futebol amador e terminou com a morte de um profissional conhecido pela atuação na fotografia, no audiovisual e na comunicação, permanece sob investigação das autoridades baianas.

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