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Após forte terremoto, número de vítimas dispara

O número de pessoas que perderam a vida após o terremoto de magnitude 7,4 que atingiu a Colômbia no dia 10 de agosto subiu para 329, segundo o balanço mais recente divulgado neste domingo (23) pelas autoridades do país. Treze dias depois do desastre, outras 260 pessoas continuam desaparecidas, enquanto equipes de resgate seguem mobilizadas nas áreas mais afetadas pelo tremor.

Os dados foram atualizados pela Unidade Nacional para Gestão de Riscos e Desastres da Colômbia, responsável pelo acompanhamento da situação. O órgão informou que o impacto do terremoto se espalhou por uma ampla região do país, atingindo 16 departamentos e 494 municípios. Ao todo, quase 157 mil famílias foram afetadas, envolvendo aproximadamente 317 mil pessoas.

Além das vítimas fatais e dos desaparecidos, o levantamento aponta que cerca de 4,6 mil pessoas ficaram feridas em consequência do terremoto. Segundo as autoridades, 364 pessoas foram resgatadas desde o início da operação de emergência, que reúne forças de segurança, equipes médicas, bombeiros, militares e outros profissionais especializados.

Os danos à infraestrutura também são expressivos. De acordo com o balanço oficial, mais de 175 mil residências sofreram algum tipo de dano, enquanto cerca de 31,4 mil foram destruídas. O terremoto também afetou milhares de edifícios e equipamentos públicos, ampliando os desafios enfrentados pelas autoridades colombianas na recuperação das regiões atingidas.

O relatório aponta que 5.884 edifícios foram danificados e outros 574 desabaram. Entre as estruturas afetadas estão aproximadamente 3,7 mil unidades educacionais, 4,2 mil centros comunitários, 430 vias, cinco aeroportos, 115 sistemas de abastecimento de água e 70 pontes. Os prejuízos têm dificultado o deslocamento de equipes de emergência e a chegada de ajuda a algumas comunidades.

O terremoto ocorreu às 7h34, no horário local, no dia 10 de agosto. O epicentro foi localizado próximo ao município de San José del Palmar, no departamento de Chocó. Segundo o Serviço Geológico Colombiano, o tremor teve profundidade de aproximadamente 110 quilômetros e foi classificado como o mais forte registrado no país na última década.

A intensidade do abalo fez com que o tremor fosse sentido em diferentes regiões colombianas, incluindo a capital Bogotá e cidades como Medellín, Quibdó, Manizales, Pereira e Cali. Há ainda relatos de que os efeitos do terremoto foram percebidos em países vizinhos, entre eles Equador, Panamá e Venezuela, além de áreas do Norte do Brasil.

Desde o desastre, as autoridades colombianas têm concentrado esforços na localização dos desaparecidos e no atendimento às famílias afetadas. A situação permanece delicada principalmente nas localidades que sofreram grandes danos em moradias e estruturas essenciais. Em várias regiões, moradores precisaram deixar suas casas por questões de segurança e passaram a depender de abrigos temporários e da assistência do governo.

A quantidade de pessoas desaparecidas continua sendo uma das maiores preocupações das equipes envolvidas na operação. O trabalho de busca segue sendo realizado mesmo quase duas semanas após o terremoto, enquanto as autoridades atualizam os números conforme novas informações chegam das regiões afetadas.

A destruição provocada pelo tremor também impõe um desafio de longo prazo para a Colômbia. A reconstrução de residências, escolas, estradas, pontes e sistemas de abastecimento deve exigir uma grande mobilização do poder público e recursos para recuperar as áreas atingidas.

Com 329 pessoas sem vida confirmadas, milhares de feridos e centenas ainda desaparecidos, o terremoto já figura entre os episódios mais graves enfrentados pelo país nos últimos anos. As autoridades continuam monitorando as regiões afetadas e reforçando as ações de emergência enquanto prosseguem as buscas e o levantamento completo dos prejuízos causados pelo desastre.

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