Delegado revela novos detalhes sobre o caso das primas e aponta possível motivação

O caso envolvendo as primas Letycia Garcia Mendes e Sttela Dalva Melegari Almeida, ambas de 18 anos, ganhou novos capítulos nesta semana. As jovens desapareceram em abril, na região de Cianorte, no Paraná, e a investigação da Polícia Civil passou a reunir informações capazes de reconstruir parte dos acontecimentos daquela madrugada.
Segundo o delegado Luís Fernando, responsável pelo caso, a principal hipótese investigativa é que um desacordo comercial entre as jovens e Clayton Antonio da Silva Cruz, conhecido como “Dog Dog” ou “Sagaz”, tenha sido o ponto de partida para a sequência de acontecimentos. A informação ainda faz parte da investigação e deve ser analisada junto às demais provas reunidas pela polícia.
De acordo com a reconstrução feita pelos investigadores, as primas estavam em uma casa noturna de Paranavaí e deixaram o estabelecimento por volta das 4h40 do dia 21 de abril. A partir de depoimentos, levantamentos e outras informações obtidas durante o trabalho policial, a equipe conseguiu estabelecer uma possível sequência dos acontecimentos.
A investigação aponta que Clayton teria retornado depois que as jovens deixaram o local. Na sequência, teria ocorrido o crime dentro da caminhonete utilizada pelas vítimas e, posteriormente, o veículo teria seguido por diferentes municípios do Noroeste do Paraná.
Sem entrar em detalhes que possam ser inadequados ou desnecessários, a polícia afirma que as jovens foram levadas para uma região rural de Paraíso do Norte. O local, cercado por vegetação e de acesso complicado, dificultou inicialmente as buscas realizadas pelas equipes.
Depois dos acontecimentos, a trajetória atribuída ao investigado chamou a atenção dos investigadores. Segundo as informações divulgadas pela Polícia Civil, Clayton teria passado por diferentes municípios entre os dias 21 e 24 de abril, em uma tentativa de dificultar sua localização.
A caminhonete também teria sido levada para o Paraguai antes de o suspeito retornar ao Brasil. Posteriormente, ele teria utilizado uma motocicleta para continuar seus deslocamentos. O trabalho de inteligência foi importante para reunir essas informações. Dados compartilhados entre diferentes órgãos de segurança ajudaram os investigadores a identificar possíveis locais frequentados pelo suspeito.
Em agosto, a investigação ganhou um novo impulso. Informações relacionadas a outro caso, envolvendo o roubo de um veículo em uma propriedade rural do Vale do Ivaí, contribuíram para que a polícia chegasse ao paradeiro de Clayton. Ele foi localizado em Mandaguari no dia 21 de agosto. Durante a abordagem policial, houve uma situação de confronto e o suspeito morreu. Na mesma operação, outro investigado foi preso em Umuarama.
As buscas também levaram os investigadores até uma área de mata em Paraíso do Norte, onde foram localizados restos mortais que passaram por procedimentos de identificação. O caso continua sendo analisado pelas autoridades. Mesmo com os avanços recentes, a Polícia Civil ainda trabalha para esclarecer todos os detalhes da ocorrência e definir a participação de cada pessoa envolvida.
O caso, que durante meses mobilizou familiares e equipes de investigação, agora entra em uma etapa importante. A principal hipótese apontada pelo delegado é o desacordo comercial, mas outras informações reunidas durante o inquérito ainda precisam ser confrontadas.
A expectativa é que novos resultados da investigação ajudem a esclarecer definitivamente o que aconteceu com Letycia e Sttela e tragam respostas às famílias, que aguardavam por informações desde o desaparecimento das jovens.



