Notícias

Primas desaparecidas no PR: principal suspeito é morto em abordagem da Polícia Civil

Uma operação da Polícia Civil do Paraná (PC-PR), realizada na manhã desta sexta-feira (21), em Mandaguari, no Norte do estado, terminou com a morte de Clayton Antonio da Silva Cruz, de 39 anos. O homem era procurado pelas autoridades desde 29 de abril, quando passou a ser considerado foragido por uma investigação relacionada a homicídio. O nome dele ganhou destaque nas últimas semanas por estar entre os principais suspeitos no caso do desaparecimento das primas Letycia Garcia Mendes e Sttela Dalva Melegari Almeida, ambas com 18 anos. As duas desapareceram depois de serem vistas em uma boate de Paranavaí, e a Polícia Civil trabalha atualmente com a hipótese de que o caso esteja relacionado a um duplo homicídio.

 

De acordo com informações repassadas pela Polícia Civil à RPC, afiliada da TV Globo no Paraná, os investigadores chegaram ao endereço onde Clayton estaria escondido após receberem informações sobre o local aproximadamente uma semana antes da operação. A partir daí, o imóvel passou a ser acompanhado pelas equipes responsáveis pela investigação. Na manhã desta sexta, os policiais foram até o endereço para cumprir a abordagem. Segundo a corporação, Clayton tentou deixar o imóvel pela parte dos fundos e, durante a fuga, entrou em uma residência próxima, onde um morador acabou sendo mantido sob ameaça. A situação evoluiu para uma intervenção policial, e Clayton foi atingido por disparos durante a ocorrência.

 

O morador que estava dentro da casa relatou à RPC os momentos de tensão vividos durante a entrada de Clayton no imóvel. Segundo o depoimento, o homem teria arrombado a porta e, em seguida, pegado um garfo na cozinha, ameaçando utilizá-lo contra o residente. A Polícia Civil informou ainda que Clayton costumava utilizar diferentes nomes e apelidos. Em Cianorte, segundo os investigadores, ele se apresentava como “Davi” e também era conhecido pelos apelidos de “Sagaz” e “Dog Dog”. Antes de ser relacionado ao desaparecimento das duas jovens, ele já possuía um mandado de prisão em aberto por um crime de roubo registrado em Apucarana, em 2023.

 

A ligação de Clayton com o caso das primas passou a ser investigada porque ele estava com as duas jovens no último registro conhecido delas. Letycia e Sttela foram vistas na madrugada de 21 de abril em uma boate de Paranavaí, na companhia do suspeito. Ainda naquele dia, as famílias perceberam que as jovens haviam deixado de manter contato, dando início à busca por informações sobre o paradeiro delas. Desde então, a investigação avançou e passou a considerar diferentes possibilidades para explicar o desaparecimento. Atualmente, a principal linha adotada pela Polícia Civil é a de que as duas tenham sido vítimas de um duplo homicídio.

 

Além da ocorrência em Mandaguari, uma nova prisão foi realizada nesta sexta-feira e pode acrescentar informações importantes à investigação. Um segundo suspeito de participação no desaparecimento das jovens foi preso em Umuarama, também no Paraná. Até a última atualização desta reportagem, a Polícia Civil ainda não havia divulgado detalhes sobre a identidade do homem ou sobre quais seriam as circunstâncias de sua possível participação no caso. A prisão ocorre no mesmo dia em que Clayton foi localizado, aumentando a expectativa por novos esclarecimentos sobre o que aconteceu com as duas primas após o último registro delas.

 

O caso continua sob investigação da Polícia Civil, que busca reunir provas e esclarecer as circunstâncias do desaparecimento de Letycia Garcia Mendes e Sttela Dalva Melegari Almeida. A morte de Clayton durante a abordagem encerra a possibilidade de que ele seja ouvido posteriormente pelas autoridades, mas outros elementos da investigação ainda poderão ajudar a reconstruir os acontecimentos. Com a prisão de um segundo suspeito e a análise das informações já reunidas, os investigadores devem concentrar esforços na identificação dos fatos que antecederam o desaparecimento das jovens e na localização de respostas para as famílias. Até que a apuração seja concluída, eventuais responsabilidades deverão ser definidas pelas autoridades competentes com base nas provas reunidas no inquérito.

Mostrar mais

LEIA TAMBÉM: