Promotora de Justiça é encontrada sem vida em praia bem famosa da Bahia

A promotora de Justiça do Amazonas Marlinda Maria Dutra de Oliveira, de 58 anos, morreu na tarde desta quarta-feira (19), após se afogar em uma praia de Praia do Forte, um dos destinos turísticos mais conhecidos do litoral norte da Bahia. Ela estava no estado para participar de um congresso voltado a integrantes do Ministério Público de diferentes regiões do país. O caso chamou a atenção durante o início do evento, que reúne representantes da categoria em Salvador entre os dias 19 e 21 de agosto. Marlinda integrava a comitiva que participaria do 3º Congresso CONAMP Mulher, promovido pela Associação Nacional dos Membros do Ministério Público (CONAMP) em parceria com a Associação do Ministério Público da Bahia (AMPEB). A programação reúne profissionais para debates, palestras e discussões relacionadas à atuação feminina no sistema de Justiça.
De acordo com as informações divulgadas pelas autoridades baianas, Marlinda estava acompanhada de uma amiga, Terezinha de Jesus Duarte Cadais Semen, quando as duas entraram no mar e tiveram dificuldades na água. Os maridos das duas mulheres também estavam na viagem, mas, conforme os relatos iniciais, haviam deixado as companheiras na praia enquanto realizavam outro passeio. Ao perceberem a situação, equipes de salvamento foram acionadas para prestar atendimento às vítimas. A movimentação mobilizou profissionais especializados no resgate marítimo e chamou a atenção de pessoas que estavam na região turística. A ocorrência foi registrada justamente em um período de grande circulação de visitantes em Praia do Forte, conhecida pelas praias, piscinas naturais e áreas de preservação ambiental.
Terezinha foi retirada da água com vida e recebeu os primeiros cuidados ainda na faixa de areia. Diante da necessidade de atendimento médico, ela foi encaminhada para uma unidade hospitalar em Salvador. Segundo a Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA), o transporte foi realizado por um helicóptero do Grupamento Aéreo da Polícia Militar da Bahia (Graer). A agilidade das equipes permitiu que a sobrevivente recebesse assistência especializada após o resgate. O estado de saúde dela passou a ser acompanhado pelos profissionais responsáveis pelo atendimento. As circunstâncias envolvendo a ocorrência ainda são analisadas pelas autoridades, que devem reunir informações para esclarecer exatamente como a situação aconteceu durante a permanência das duas mulheres no mar.
Marlinda também foi retirada da água pelas equipes de salvamento, mas não apresentou recuperação após o atendimento. Conforme as informações divulgadas sobre o caso, a promotora apresentava escoriações, que podem estar relacionadas ao contato com pedras e corais existentes na região durante o episódio. A ocorrência, no entanto, deverá ser analisada pelas autoridades competentes, responsáveis por reunir os elementos necessários para esclarecer as circunstâncias. O atendimento realizado no local contou com a atuação das equipes de emergência, que trabalharam para retirar as duas mulheres da água e prestar assistência. A morte da promotora ocorreu enquanto ela estava em uma viagem que tinha como principal objetivo sua participação em uma importante agenda profissional na capital baiana.
A trajetória de Marlinda Maria Dutra de Oliveira no Ministério Público do Amazonas também ganhou destaque após a confirmação da notícia. Aos 58 anos, ela atuava como promotora de Justiça e fazia parte de uma instituição que reúne profissionais responsáveis pela defesa dos interesses da sociedade e pela atuação em diferentes áreas do sistema de Justiça. A participação no 3º Congresso CONAMP Mulher fazia parte de uma programação nacional destinada aos integrantes do Ministério Público. O encontro, realizado em Salvador entre os dias 19 e 21 de agosto, reúne representantes de diversas partes do Brasil para compartilhar experiências e discutir temas relacionados à carreira e à presença feminina na instituição. A notícia da morte durante a viagem acabou trazendo um momento de grande comoção entre colegas e participantes do encontro.
O caso ocorrido em Praia do Forte também reforça a importância de atenção às condições do mar e às características específicas de cada área durante atividades de lazer em regiões litorâneas. Mesmo destinos conhecidos e frequentados por turistas podem apresentar mudanças nas condições da água, correntes e formações naturais que exigem cuidados. A ocorrência envolvendo Marlinda e Terezinha mobilizou diferentes equipes de emergência e terminou com a morte da promotora amazonense e o encaminhamento da amiga para atendimento médico. As autoridades seguem responsáveis pelos procedimentos relacionados ao caso, enquanto colegas e integrantes do Ministério Público acompanham as informações sobre a ocorrência. Marlinda deixa uma trajetória profissional construída no Amazonas e sua participação no congresso acabou sendo interrompida de forma inesperada durante a viagem à Bahia.



