Morre Carlos José Cesare aos 60 anos, ícone do programa de Silvio Santos

O público que acompanhou a televisão brasileira nas décadas de 1980 e 1990 recebeu nesta semana uma notícia que trouxe lembranças de uma época muito marcante dos programas de auditório. Carlos José Cesare, conhecido por interpretar Pablo no quadro “Qual É a Música?”, morreu aos 60 anos, em São José dos Campos, no interior de São Paulo. A informação foi divulgada nesta terça-feira, 18 de agosto de 2026.
Carlos ficou conhecido do grande público ainda jovem. Em 1986, aos 20 anos, assumiu o personagem Pablo no programa apresentado por Silvio Santos, substituindo Augusto Rodríguez, que havia sido o primeiro intérprete. A participação durou cerca de quatro anos e ajudou a transformar o personagem em uma das figuras lembradas por quem acompanhava a atração naquela fase.
Para muita gente, bastava ouvir falar em “Qual É a Música?” para lembrar imediatamente do cenário do programa, das disputas musicais e, claro, de Pablo. Era uma televisão diferente da atual, feita para reunir a família diante da tela e apostar em atrações simples, populares e fáceis de acompanhar.
O personagem voltou a aparecer na televisão anos mais tarde, quando o quadro foi retomado pelo SBT no fim dos anos 1990. Nessa nova fase, Pablo passou a ser interpretado por Felipeh Campos, que dividia a atração com Ellen Rocche.
Mas a história de Carlos Cesare não terminou nos estúdios. O artista também construiu uma trajetória ligada ao teatro, ao circo e à palhaçaria. Longe das câmeras, adotou o nome artístico de Palhaço Eugênio Garnizé e continuou trabalhando com arte e entretenimento.
Durante essa etapa, Carlos teve contato com diversos profissionais dos palcos e manteve uma amizade com o ator Domingos Montagner. A relação fez parte de um período importante de sua vida artística, quando o circo se tornou uma extensão natural de seu trabalho.
Segundo informações divulgadas pela imprensa nesta terça-feira, Carlos morreu no domingo, 16 de agosto. O velório aconteceu na segunda-feira, dia 17, em São José dos Campos, onde também foi realizado o sepultamento. A família informou que ele apresentou um quadro cardíaco acompanhado de congestão e edema pulmonares, provavelmente enquanto dormia.
A notícia chega justamente em uma semana de forte lembrança para os admiradores da televisão brasileira. O mês de agosto de 2026 tem sido marcado por homenagens a grandes nomes da história da TV, enquanto o próprio SBT se prepara para uma edição especial do Programa Silvio Santos, prevista para celebrar os 45 anos da emissora.
A despedida de Carlos Cesare também serve como uma oportunidade para recordar personagens que, mesmo sem ocupar sempre o centro das atrações, ajudaram a construir a memória afetiva da televisão. Pablo foi um deles.
Seu trabalho ficou associado a uma fase em que os programas de auditório tinham enorme espaço na rotina dos brasileiros. E, para quem viveu aqueles anos, a lembrança de Carlos certamente vai além de um personagem: representa um pedaço da televisão que marcou gerações.



