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Falece aos 71 anos Ubirajara Garcia, uma das vozes mais importantes do rádio

O rádio brasileiro perdeu nesta terça-feira, 18 de agosto de 2026, um profissional que fez da comunicação uma verdadeira paixão. Ubirajara Garcia, conhecido carinhosamente como Bira, morreu aos 71 anos e deixou uma trajetória de mais de cinco décadas dedicada aos microfones. A notícia repercutiu entre ouvintes, colegas e admiradores, especialmente no Sul de Santa Catarina.

Naturalmente, algumas vozes conseguem criar uma relação diferente com o público. Não é apenas a maneira de falar, mas o jeito de contar uma notícia, anunciar uma música ou simplesmente conversar com quem está do outro lado do rádio. Bira construiu justamente esse tipo de vínculo ao longo de sua carreira.

Atualmente, o radialista fazia parte da equipe da Rádio Cidade Sertaneja, em Urussanga, ligada ao Grupo Catarinense de Rádios. Antes disso, passou por emissoras importantes da região, entre elas a Rádio Difusora e a Eldorado. Foram mais de 57 anos de atuação profissional, uma marca que ajuda a dimensionar a importância de sua presença no rádio catarinense.

A notícia da partida de Bira rapidamente despertou manifestações de carinho nas redes sociais. Ouvintes lembraram de programas, momentos vividos diante do rádio e da familiaridade que a voz do comunicador transmitia. Para muita gente, acompanhar um radialista durante anos cria uma sensação curiosa: mesmo sem conhecê-lo pessoalmente, o ouvinte sente que aquela pessoa faz parte da rotina.

E talvez esteja aí uma das maiores forças do rádio. Em uma época dominada por vídeos curtos, redes sociais e transmissões instantâneas, o meio continua encontrando espaço justamente por sua proximidade. Uma voz pode acompanhar alguém durante o café da manhã, no trânsito, durante o trabalho ou nas tarefas de casa.

A carreira de Ubirajara Garcia atravessou diferentes fases da comunicação brasileira. Ele começou quando o rádio ainda ocupava um espaço central na rotina das famílias e permaneceu ativo em um período de profundas transformações tecnológicas. Do rádio tradicional às plataformas digitais, acompanhou mudanças sem abandonar o principal instrumento de seu trabalho: a voz.

O velório de Bira estava previsto para ocorrer ainda nesta terça-feira, enquanto o sepultamento deve ser realizado na quarta-feira, dia 19, no Cemitério São Luiz, em Criciúma.

Mais do que números ou anos de carreira, fica a lembrança de um profissional que ajudou a construir a história do rádio no Sul de Santa Catarina. Para os ouvintes que cresceram acompanhando sua voz, a despedida representa também o encerramento de um capítulo de suas próprias histórias.

Bira deixa saudade, mas também um legado construído com microfone, dedicação e muitas horas de conversa com o público. E, no rádio, algumas vozes permanecem de uma maneira especial: continuam vivas na memória de quem um dia parou para ouvir.

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