Curiosidades

Quem são os donos das Casas Bahia hoje?

A história das Casas Bahia passa por uma nova fase, e a resposta para uma pergunta que desperta a curiosidade de muitos brasileiros mudou nos últimos anos: afinal, quem são os donos da tradicional varejista? Fundada por Samuel Klein e construída ao longo de décadas como uma das marcas mais conhecidas do comércio brasileiro, a companhia já não está sob o controle da família que marcou sua trajetória. Atualmente, o comando acionário está concentrado na Domus VII Participações, ligada à gestora Mapa Capital.

A mudança de controle ganhou importância ainda maior diante do cenário enfrentado pela empresa em 2026. Em agosto, o Grupo Casas Bahia entrou com pedido de recuperação judicial para reorganizar suas obrigações financeiras. Segundo informações divulgadas pela companhia e repercutidas pela imprensa, o passivo envolvido chega a R$ 17,3 bilhões. A medida busca criar condições para renegociar compromissos e preservar a continuidade das operações, enquanto a administração trabalha em um plano de reorganização do negócio.

Mas entender quem está por trás da Casas Bahia atualmente exige voltar alguns passos. A companhia passou por diferentes estruturas societárias desde a associação da Casas Bahia com o Ponto Frio, movimento que deu origem à Via Varejo. Posteriormente, o Grupo Pão de Açúcar deixou o controle da empresa, e a companhia passou por outras mudanças até chegar à estrutura atual. Em 2023, a empresa adotou oficialmente o nome Grupo Casas Bahia, enquanto suas ações passaram a ser negociadas na Bolsa sob o código BHIA3.

A principal peça dessa estrutura hoje é a Domus VII Participações S.A., que aparece como acionista controladora. De acordo com os dados disponibilizados pelo próprio Grupo Casas Bahia em sua área de Relações com Investidores, a Domus VII possui 82,11% das ações ordinárias da companhia. Outros acionistas somam 17,88%, enquanto uma parcela praticamente residual aparece como ações em tesouraria. Na prática, essa concentração dá à Domus uma posição decisiva nas principais questões societárias da varejista.

Por trás dessa estrutura está a Mapa Capital, gestora de investimentos fundada em 2013 e que passou a exercer papel central na companhia. Entre os nomes ligados à gestão está Fernando Alcantara de Figueredo Beda, fundador da Mapa Capital e integrante do Conselho de Administração do Grupo Casas Bahia. A estrutura também envolve outros executivos e profissionais do mercado financeiro. A composição atual do conselho mostra, ainda, a presença de Raphael Oscar Klein, integrante da família fundadora, embora a família Klein não seja mais a controladora da empresa.

Enquanto os acionistas definem a estrutura de controle, a condução diária dos negócios está nas mãos da diretoria executiva. O atual CEO é Renato Horta Franklin, responsável pela gestão operacional e pela execução das estratégias estabelecidas pela companhia. Entre os desafios estão a redução de despesas, a revisão da estrutura de lojas e a busca por uma operação mais eficiente. A empresa anunciou o fechamento de centenas de unidades e mudanças no quadro de funcionários como parte do processo de reorganização.

A situação atual mostra como a trajetória das Casas Bahia mudou significativamente desde os tempos de Samuel Klein. A marca continua presente no cotidiano dos consumidores, mas sua estrutura de controle passou por uma transformação profunda. Agora, com a recuperação judicial, a atenção se volta para os próximos capítulos: a capacidade de reorganizar as finanças, manter as operações e recuperar espaço em um mercado cada vez mais competitivo. Para o consumidor, a principal dúvida é o que essas mudanças significarão para as lojas, o comércio eletrônico e os serviços oferecidos pela tradicional varejista nos próximos anos.

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