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Ex-secretário está entre os quatro mortos em chacina no Entorno do DF

Quatro homens foram identificados após uma ocorrência com disparos de arma de fogo registrada na tarde desta terça-feira (11/8), no Setor Parque Lago, em Formosa, no Entorno do Distrito Federal. As vítimas são Gustavo Fernandes Graças, Gustavo Aurélio, André Ferreira e um homem conhecido pelo apelido de Nego. O caso mobilizou equipes da Polícia Militar de Goiás (PMGO) e chamou a atenção de moradores da região. As circunstâncias que levaram ao episódio ainda estão sendo esclarecidas pelas autoridades, e a Polícia Civil conduz as investigações para determinar o que aconteceu antes e durante a ocorrência. Segundo informações iniciais, os quatro homens estavam em uma caminhonete Volkswagen Amarok ou nas proximidades do veículo quando foram atingidos pelos disparos. A área precisou ser isolada para preservar os vestígios que podem ajudar na reconstrução dos fatos.

 

Entre os homens identificados está Gustavo Fernandes Graças, que teve atuação na administração pública de São João da Aliança, município localizado em Goiás. Ele exerceu a função de secretário municipal de Agricultura e Transportes entre 2017 e 2019. Posteriormente, entre 2020 e 2024, passou a atuar na Secretaria Municipal de Transportes. A trajetória profissional de Gustavo fez com que a notícia repercutisse também em São João da Aliança, onde ele era conhecido por sua participação na administração municipal. O homem chamado de Nego também era natural do município e, segundo as informações repassadas à reportagem por uma familiar, tinha relação familiar com Gustavo Fernandes Graças, sendo apontado como sogro do ex-secretário. Já Gustavo Aurélio e André Ferreira eram naturais de Casa Branca, no estado de São Paulo. A identificação dos quatro ajuda as autoridades e familiares a avançarem nos procedimentos necessários após a ocorrência.

 

De acordo com a Polícia Militar de Goiás, equipes foram chamadas depois que moradores relataram disparos de arma de fogo em uma via pública do Setor Parque Lago. Ao chegarem ao endereço, os policiais encontraram os quatro homens já sem vida, sendo parte deles dentro da caminhonete Volkswagen Amarok e outros nas proximidades do veículo. A caminhonete apresentava marcas provocadas por disparos, informação que deverá ser analisada pelos peritos durante o trabalho técnico. Uma arma de fogo também foi localizada junto a uma das vítimas e deverá fazer parte dos elementos examinados na investigação. A Polícia Científica esteve no local para realizar a perícia, enquanto o Instituto Médico Legal (IML) foi acionado para os procedimentos relacionados à remoção dos corpos. O isolamento da área é uma etapa importante para preservar evidências e permitir que os investigadores analisem a posição do veículo, dos envolvidos e dos demais objetos encontrados no cenário.

 

As primeiras informações levantadas pelas autoridades apontam que o grupo teria se deslocado até uma residência em Formosa com a finalidade de realizar uma cobrança de dívida. Ainda não há, porém, uma conclusão oficial sobre a origem da dívida, sobre quem seria o responsável pelo pagamento ou sobre o que exatamente ocorreu dentro ou nas proximidades do imóvel. Conforme os dados preliminares, a cobrança teria sido seguida por uma troca de tiros envolvendo os quatro homens. A possibilidade de que o episódio esteja relacionada a um acerto de contas é uma das linhas consideradas, mas a motivação permanece sob investigação. Por isso, as autoridades ainda precisam reunir depoimentos, imagens, informações periciais e outros elementos que possam esclarecer a sequência dos acontecimentos. A orientação é aguardar a conclusão das apurações antes de apontar responsabilidades ou afirmar definitivamente qual teria sido a razão da ocorrência registrada no bairro.

 

A Polícia Militar informou ainda que um policial militar da reserva remunerada estaria entre os possíveis envolvidos no caso. Segundo as informações divulgadas até a última atualização, o filho do militar e um terceiro homem também teriam participado da troca de tiros. Até aquele momento, os três não haviam sido presos. A participação de cada um dos possíveis envolvidos deverá ser esclarecida durante o trabalho da Polícia Civil, responsável pela investigação. A presença de um integrante da reserva entre os nomes citados pelas autoridades acrescenta uma circunstância que também deverá ser analisada pelos investigadores, especialmente para esclarecer a dinâmica da ocorrência e a origem das armas eventualmente utilizadas. Neste momento, entretanto, não é possível atribuir responsabilidades individuais sem que as provas reunidas no inquérito sejam avaliadas. O caso permanece em andamento, e novas informações poderão ser divulgadas conforme o avanço das diligências realizadas pelas equipes responsáveis.

 

A investigação está sob responsabilidade da 11ª Delegacia Regional de Polícia Civil, que deverá reunir os resultados da perícia e demais informações para compreender como a ocorrência começou e quais acontecimentos antecederam os disparos. O trabalho também deverá buscar esclarecer a relação entre as pessoas envolvidas, a finalidade da cobrança mencionada nas informações preliminares e a participação dos possíveis suspeitos citados pela PMGO. Para as famílias de Gustavo Fernandes Graças, Gustavo Aurélio, André Ferreira e Nego, a identificação representa uma etapa importante diante da necessidade de realizar os procedimentos posteriores à ocorrência. Em Formosa, o episódio permanece como alvo das autoridades, que trabalham para reunir elementos capazes de explicar a sequência dos fatos. Até que a investigação seja concluída, a motivação e as circunstâncias da ocorrência continuam sem uma resposta definitiva. A expectativa agora é de que o avanço da perícia e das diligências permita esclarecer os pontos ainda pendentes e apresentar uma versão oficial sobre o que aconteceu no Setor Parque Lago.

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