Notícias

Pai e madrasta são presos por morte de criança de 3 anos em Palmas (TO)

A prisão do pai e da madrasta do menino Gustavo Veloso Feitosa, de apenas 3 anos, marcou um novo desdobramento em um dos casos que mais repercutiram nos últimos dias em Palmas, no Tocantins. Na noite desta quarta-feira (5), a Polícia Civil cumpriu mandados de prisão preventiva contra o advogado Igor Gustavo Veloso de Sousa, de 33 anos, pai da criança, e Kathellen Moreira, de 23 anos. A decisão foi autorizada pela Justiça Estadual após o avanço das investigações, que apuram a responsabilidade dos dois pela morte do menino. O caso mobiliza autoridades, familiares e a população, enquanto a polícia busca esclarecer todos os detalhes sobre o que aconteceu nos dias que antecederam o falecimento da criança.

De acordo com as investigações, Gustavo foi encontrado com diversas lesões na cabeça e em outras partes do corpo. Os primeiros levantamentos realizados pela perícia apontam que os ferimentos são compatíveis com sucessivos episódios de agressão, possivelmente causados por um objeto ainda não identificado pelos investigadores. Também foram constatadas lesões na região anal da vítima, porém, até o momento, os exames periciais não indicaram evidências de abuso sexual entre pai e filho. A Polícia Civil reforçou que as análises técnicas continuam em andamento e que novos laudos poderão contribuir para esclarecer as circunstâncias do caso e a participação individual de cada investigado.

 

Durante os depoimentos, o pai da criança apresentou uma versão diferente daquela apontada pelos exames periciais. Segundo ele, o menino teria falecido na segunda-feira (3) em decorrência de um suposto afogamento. Entretanto, a perícia concluiu que a causa da morte não era compatível com essa narrativa, o que fortaleceu as suspeitas levantadas durante a investigação. Além disso, os investigadores avaliam que a madrasta também poderá responder criminalmente por, supostamente, não ter impedido as agressões, uma vez que dividia a responsabilidade pelos cuidados diários da criança. Após o cumprimento dos mandados, ambos foram encaminhados para a Unidade Penal de Palmas, onde permanecem à disposição da Justiça.

 

A Polícia Civil informou, por meio de nota, que o trabalho investigativo segue em andamento para reconstruir toda a dinâmica dos fatos, identificar a motivação do crime e definir o grau de participação de cada um dos investigados. Paralelamente, a Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Tocantins (OAB-TO) anunciou a suspensão cautelar da inscrição profissional de Igor Gustavo Veloso de Sousa. Segundo a entidade, a medida foi aprovada pela Diretoria, pelo Conselho Seccional e pela Presidência do Tribunal de Ética e Disciplina, permanecendo válida até a conclusão do procedimento disciplinar. A OAB ressaltou que o advogado terá garantidos o direito ao contraditório, à ampla defesa e ao devido processo legal durante a apuração.

 

A morte de Gustavo provocou grande comoção nas redes sociais e entre moradores de Palmas. Familiares e amigos da criança passaram a compartilhar mensagens de homenagem e pedidos por justiça. A mãe do menino, Sabrina Silva, publicou diversas manifestações emocionadas em memória do filho e afirmou que continuará acompanhando o andamento das investigações. A defesa dela também divulgou uma nota pública sobre o caso e informou que familiares e pessoas próximas organizaram uma manifestação pacífica para esta quinta-feira (6), com concentração prevista para as 16h30, no Ginásio Ayrton Senna, em Palmas. O objetivo do ato é pedir celeridade na apuração dos fatos e reforçar o pedido por justiça diante da repercussão do caso.

 

A Prefeitura de Palmas também se manifestou oficialmente por meio da Secretaria Municipal da Educação. Em nota de pesar, a administração informou que Gustavo era aluno do Centro Municipal de Educação Infantil (Cmei) Maria Custódia de Jesus desde 2025 e destacou que a criança fazia parte da comunidade escolar, onde recebia diariamente o acompanhamento da equipe pedagógica. A secretaria expressou solidariedade aos familiares e amigos neste momento de luto e desejou força para enfrentar a perda. Enquanto isso, a defesa do pai e da madrasta ainda não havia se pronunciado até a última atualização do caso. A Polícia Civil reforça que as investigações continuam para esclarecer completamente os acontecimentos, respeitando o devido processo legal e garantindo que todas as circunstâncias sejam devidamente apuradas.

Mostrar mais

LEIA TAMBÉM: