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Morre, aos 2 anos, filho do jogador Gustavo Simões

O atacante Gustavo Simões, de 24 anos, do Ypiranga Futebol Clube, e sua esposa, Letícia Vieira, enfrentam uma dor indescritível após a perda do filho Benício, de apenas dois anos. O menino faleceu na terça-feira, 4 de agosto de 2026, em consequência de ferimentos sofridos em um acidente. A notícia abalou não apenas a família, mas também o ambiente do futebol gaúcho e catarinense, onde o jogador construiu parte de sua trajetória.

Benício havia vivido, meses antes, um momento especial ao lado do pai. Em maio, o pequeno acompanhou Gustavo na entrada em campo em uma partida do Ypiranga. A cena, registrada e compartilhada pelo atleta nas redes sociais, mostrou a emoção de um pai que descreveu aquele instante como um dos mais significativos de sua carreira. “Entrar em campo com um filho é viver um daqueles momentos que parecem simples por fora, mas enormes por dentro”, escreveu Gustavo na ocasião. Para ele, o mundo se resumia à pequena mão que segurava a sua, enquanto o estádio observava o início do jogo.

A morte da criança foi confirmada pelo próprio Ypiranga Futebol Clube, que publicou uma nota de pesar e prestou solidariedade ao atleta e aos familiares. O clube destacou que acompanhou o período de internação do menino e orou por sua recuperação. “É com grande pesar que recebemos a informação do falecimento do Benício, filho do nosso atleta Gustavo Simões. Desde o momento do acidente e da internação, oramos pelo seu restabelecimento”, informou a diretoria. O Avaí, clube que formou Gustavo nas categorias de base, também se manifestou, expressando profunda tristeza e enviando mensagens de apoio à família.

Diante da perda irreparável, Gustavo e Letícia tomaram uma decisão marcada pela generosidade. Os pais autorizaram a doação dos órgãos de Benício, um gesto que poderá beneficiar outras crianças e famílias. Letícia compartilhou nas redes sociais a dor e, ao mesmo tempo, o significado dessa escolha. “Que dor, meu filho, que dor. Mamãe daria tudo para te ver novamente. Eu te amo tanto. Eu sempre me lembrei de você com cor, porque você era luz por onde passava e coloria cada lugar”, escreveu a mãe, em uma mensagem carregada de saudade e amor.

Na mesma publicação, ela explicou a decisão conjunta do casal. “A mamãe e o papai decidiram pela doação dos órgãos dele, um gesto de amor que poderá transformar muitas vidas. Por esse motivo, esse processo leva um pouco mais de tempo. A previsão é que o velório aconteça na quinta-feira. Agradecemos o carinho, as orações e a compreensão de todos neste momento tão difícil.” O procedimento de doação atrasou a cerimônia de despedida, que foi realizada em Florianópolis, na Capela Mortuária da Lagoa da Conceição.

A história de Benício e a atitude de seus pais reforçam a importância da doação de órgãos no Brasil. Em um país onde milhares de pessoas aguardam na fila por um transplante, a autorização familiar permanece essencial para que vidas possam ser salvas. O gesto de Gustavo e Letícia, feito em meio ao luto mais profundo, representa um ato de solidariedade que transcende a dor pessoal e oferece esperança a outras famílias.

Amigos, companheiros de equipe e torcedores se uniram em mensagens de apoio ao casal. O futebol, muitas vezes marcado pela competição e pela pressão, revelou nesse momento seu lado humano. Colegas de profissão e clubes enviaram solidariedade, reconhecendo a dimensão da perda de uma criança tão pequena e a força necessária para transformar o sofrimento em um ato de generosidade.

Gustavo Simões, natural de Praia Grande, em São Paulo, tem construído sua carreira como atacante. Passou pelas categorias de base do Avaí, teve passagens por clubes no exterior e chegou ao Ypiranga em 2026. Agora, o atleta e sua esposa enfrentam o desafio de reconstruir o cotidiano sem a presença de Benício, que, segundo a mãe, coloria cada lugar por onde passava.

A perda de um filho em idade tão tenra deixa marcas profundas. Ao mesmo tempo, a decisão pela doação de órgãos demonstra que, mesmo na escuridão da dor, é possível escolher iluminar a vida de outras pessoas. Benício, que entrou em campo de mãos dadas com o pai e irradiou alegria em seus poucos anos de vida, continua, de alguma forma, presente por meio desse legado de solidariedade. A família agradece as orações e o carinho recebidos, enquanto busca forças para atravessar esse período de luto.

O episódio serve como lembrete da fragilidade da vida e da importância de valorizar cada momento compartilhado com aqueles que amamos. Em meio à tristeza que tomou conta de quantos acompanharam a história, resta o reconhecimento pelo gesto de amor de Gustavo e Letícia, que, ao doar os órgãos do filho, transformaram a perda em possibilidade de renovação para outras crianças e suas famílias.

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