Geral

Nova fala de Tereza Cristina anima aliados de Flávio Bolsonaro

As negociações para definir a composição da chapa presidencial de Flávio Bolsonaro (PL) seguem abertas nos últimos dias do calendário eleitoral. Embora o Progressistas (PP) tenha anunciado oficialmente que permanecerá neutro na disputa presidencial de 2026, a senadora Tereza Cristina (PP-MS) afirmou nesta segunda-feira (3) que ainda existe a possibilidade de uma mudança de cenário antes do encerramento do prazo legal para as convenções partidárias.

Durante participação em um evento na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), em São Paulo, a parlamentar reconheceu que a decisão do PP reduziu significativamente as chances de integrar a chapa presidencial como candidata a vice. Ainda assim, ressaltou que as negociações políticas permanecem em andamento e que uma definição definitiva dependerá das articulações conduzidas pela direção nacional da legenda.

Segundo Tereza Cristina, o prazo previsto pela legislação eleitoral ainda permite conversas entre os partidos envolvidos. Ela observou que o cenário atual é mais difícil do que nos últimos dias, mas afirmou que, enquanto não houver o encerramento oficial do período destinado às convenções partidárias, continuam existindo possibilidades de acordo.

O nome da senadora passou a ganhar força nos bastidores ao longo deste ano por reunir características consideradas estratégicas pelo PL. Ex-ministra da Agricultura durante o governo Jair Bolsonaro, Tereza Cristina possui forte ligação com o agronegócio e boa interlocução com lideranças do Centrão, fatores vistos como capazes de ampliar o alcance político da candidatura de Flávio Bolsonaro em diferentes segmentos do eleitorado.

As conversas entre os dois partidos se intensificaram nas últimas semanas e chegaram a avançar a ponto de Flávio Bolsonaro anunciar publicamente que havia recebido a sinalização positiva da senadora para compor sua chapa. No entanto, pouco depois da declaração, a Executiva Nacional do PP decidiu manter a neutralidade na disputa presidencial, frustrando a possibilidade de formalização imediata da aliança.

A decisão do Progressistas foi tomada após consultas realizadas aos diretórios estaduais. A direção da legenda concluiu que permanecer neutra seria a alternativa mais adequada diante do cenário político nacional e das alianças construídas em diferentes estados. O posicionamento também levou em consideração os interesses regionais do partido e da federação União Progressista, formada por PP e União Brasil.

Apesar disso, integrantes do PL continuam tentando construir uma solução política que permita a composição da chapa. Aliados de Flávio Bolsonaro avaliam que Tereza Cristina continua sendo um dos nomes mais competitivos para ocupar a vaga de vice-presidente, especialmente pelo prestígio que possui entre representantes do agronegócio e por sua experiência no Congresso Nacional e no Poder Executivo.

Questionada sobre a possibilidade de uma reviravolta, a senadora afirmou que a decisão não depende exclusivamente dela. Segundo explicou, qualquer mudança precisará ser discutida pela direção nacional do Progressistas, responsável pelas definições relacionadas à participação da legenda na eleição presidencial. Ela também lembrou que o tempo para uma eventual alteração é curto, já que o calendário eleitoral estabelece datas específicas para a realização das convenções e o posterior registro das candidaturas.

Enquanto isso, o PL mantém conversas com outras legendas na tentativa de ampliar sua base de apoio. A definição do candidato a vice continua sendo tratada como uma das principais prioridades da campanha, que busca fortalecer sua estrutura antes do início oficial da propaganda eleitoral.

Caso não haja acordo com outras siglas dentro do prazo previsto pela Justiça Eleitoral, dirigentes do partido admitem a possibilidade de a vaga de vice ser preenchida por um integrante do próprio PL. Essa alternativa passou a ser considerada diante das dificuldades enfrentadas nas negociações com partidos do Centrão.

Com o prazo das convenções se aproximando do fim, os próximos dias serão decisivos para a formação das chapas que disputarão a Presidência da República. Até que todas as definições sejam oficializadas, lideranças políticas continuam mantendo diálogo nos bastidores em busca de acordos capazes de alterar o cenário eleitoral. A situação envolvendo Tereza Cristina e Flávio Bolsonaro permanece em aberto, embora o atual posicionamento do PP torne a aliança mais difícil do que era avaliado anteriormente.

Mostrar mais

LEIA TAMBÉM: