Mulher de 41 anos morre após complicações de colonoscopia em hospital municipal de São Paulo

A morte de uma mulher de 41 anos após complicações registradas durante a realização de uma colonoscopia em um hospital municipal de São Paulo passou a ser investigada pelas autoridades e chamou a atenção para os riscos, embora raros, associados ao procedimento. O caso envolve Mariana dos Santos Candido, que passou pelo exame em uma unidade pública da capital paulista e, após apresentar uma grave complicação, precisou ser submetida a uma cirurgia de emergência. Apesar dos esforços da equipe médica, ela não resistiu.
De acordo com as informações divulgadas sobre o caso, Mariana realizou uma colonoscopia de rotina no Hospital Municipal de Ermelino Matarazzo, na zona leste da cidade. Durante ou logo após o procedimento, foi identificada uma lesão na parede do intestino, uma complicação conhecida, porém incomum, desse tipo de exame. Diante da gravidade da situação, os médicos decidiram realizar uma cirurgia de emergência para tentar reparar os danos e preservar a vida da paciente.
A intervenção cirúrgica foi extensa e incluiu a retirada de parte do intestino grosso. O procedimento durou várias horas e foi seguido pela transferência da paciente para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI), onde permaneceu sob acompanhamento intensivo. Nas horas seguintes, entretanto, o quadro clínico evoluiu de forma desfavorável, com complicações que culminaram em seu falecimento.
O caso provocou grande repercussão entre familiares, amigos e moradores da região. A família busca esclarecimentos sobre as circunstâncias que levaram à morte de Mariana e espera que a investigação determine exatamente o que ocorreu durante o atendimento. Os parentes também afirmam que desejam compreender se todos os protocolos médicos foram devidamente seguidos antes, durante e após a realização do exame.
As autoridades registraram a ocorrência e iniciaram os procedimentos para apurar os fatos. A Polícia Civil acompanha o caso e aguarda os resultados dos exames periciais, incluindo a análise realizada pelo Instituto Médico Legal (IML), que deverá contribuir para esclarecer a causa da morte e identificar se houve algum fator adicional que tenha influenciado no desfecho do atendimento.
Até o momento, não há conclusão oficial indicando a existência de erro médico ou de qualquer responsabilidade por parte dos profissionais envolvidos. A investigação segue em andamento e somente após a conclusão das perícias será possível determinar se a complicação decorreu de um risco inerente ao procedimento ou de alguma eventual falha durante o atendimento.
A Secretaria Municipal da Saúde também acompanha o caso e deverá colaborar com as autoridades sempre que solicitado, fornecendo documentos, prontuários e demais informações necessárias para a apuração. É comum que, em situações como essa, sejam analisados todos os registros médicos, incluindo a indicação do exame, a técnica utilizada, as condições clínicas da paciente e a evolução após o procedimento.
A colonoscopia é considerada um dos principais exames para prevenção e diagnóstico precoce de doenças do intestino, incluindo o câncer colorretal. Milhares de procedimentos são realizados todos os anos com elevado índice de segurança. Apesar disso, como qualquer intervenção médica, o exame apresenta riscos conhecidos, entre eles perfuração intestinal, sangramento e reações relacionadas à sedação. Essas complicações são consideradas incomuns, mas exigem atendimento imediato quando ocorrem.
Especialistas destacam que a identificação rápida de alterações após uma colonoscopia é fundamental para aumentar as chances de recuperação do paciente. Dor abdominal intensa, febre, distensão abdominal e outros sintomas importantes devem ser avaliados imediatamente por equipes médicas, permitindo a adoção das medidas mais adequadas em cada situação.
Enquanto a investigação prossegue, o caso de Mariana dos Santos Candido reforça a importância da transparência na apuração de eventos adversos ocorridos durante procedimentos médicos. A conclusão dos laudos periciais e das investigações será determinante para esclarecer as circunstâncias da morte e oferecer respostas à família, além de indicar, caso necessário, eventuais medidas administrativas ou judiciais. Até que todas as análises sejam concluídas, o episódio permanece sob investigação, sem conclusões definitivas sobre suas causas ou sobre a existência de responsabilidade de qualquer profissional ou instituição envolvida.



