Turista perde a vida após barco virar durante passeio nas Cataratas do Iguaçu

Um grave acidente durante um passeio turístico nas Cataratas do Iguaçu terminou com a morte de um visitante estrangeiro na tarde desta terça-feira (28), em Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná. A vítima era um jovem holandês de 26 anos que participava de uma atividade oferecida pelo Macuco Safari, empresa especializada em ecoturismo dentro do Parque Nacional do Iguaçu. A embarcação utilizada no passeio acabou virando durante o trajeto, mobilizando equipes de resgate e provocando a suspensão imediata das operações da empresa. O caso causou grande repercussão entre turistas e autoridades, que iniciaram uma investigação para esclarecer as circunstâncias do acidente ocorrido em um dos principais destinos turísticos do Brasil.
De acordo com as informações divulgadas pelas equipes de emergência, o Corpo de Bombeiros foi acionado por volta das 12h20 para atender uma ocorrência de busca e salvamento em ambiente aquático. O jovem realizava o passeio acompanhado de familiares, que também estavam na embarcação no momento do acidente. Três ocupantes escaparam sem necessidade de atendimento médico, enquanto outras duas pessoas foram encaminhadas ao Hospital Municipal Padre Germano Lauck. Um homem de 49 anos deu entrada consciente, orientado e respirando normalmente, sem precisar de suporte por aparelhos. Já o genro dele permaneceu em observação, embora não apresentasse ferimentos que exigissem atendimento médico imediato.
A família havia chegado a Foz do Iguaçu na segunda-feira (27) e tinha retorno programado para a quinta-feira (30), quando encerraria a viagem pelo Paraná. O passeio fazia parte do roteiro turístico escolhido pelos visitantes para conhecer as Cataratas do Iguaçu, um dos cartões-postais mais famosos do país e reconhecido internacionalmente por sua beleza natural. O Macuco Safari é conhecido por oferecer experiências que combinam trilhas pela Mata Atlântica e passeios de barco próximos às quedas d’água, proporcionando aos turistas contato direto com a natureza. A atividade costuma atrair visitantes de diferentes nacionalidades ao longo de todo o ano.
Nos últimos dias, porém, o Parque Nacional do Iguaçu enfrentava condições atípicas devido ao aumento expressivo da vazão das cataratas. Na quinta-feira anterior, a passarela próxima às quedas chegou a ser interditada porque o volume de água atingiu aproximadamente 9,1 milhões de litros por segundo, índice cerca de seis vezes superior à média considerada normal para o período. Até o momento, não há confirmação de que esse aumento na vazão tenha contribuído para o acidente envolvendo a embarcação. As autoridades responsáveis pela investigação irão analisar todos os fatores relacionados ao ocorrido antes de divulgar qualquer conclusão oficial.
Após o acidente, equipes da Marinha do Brasil estiveram no local para prestar apoio às operações de resgate e iniciar os primeiros levantamentos técnicos. Segundo a instituição, a Capitania Fluvial do Rio Paraná ficará responsável pela investigação que buscará identificar as circunstâncias do naufrágio, além de apurar as possíveis causas e eventuais responsabilidades pelo ocorrido. Esse procedimento faz parte do protocolo adotado em acidentes envolvendo embarcações e deverá incluir a análise das condições do barco, das características do trajeto, das condições climáticas e do cumprimento das normas de segurança exigidas para esse tipo de atividade turística.
Em nota, a empresa responsável pelo Macuco Safari informou que decidiu suspender temporariamente todos os passeios após o acidente. Os clientes que já haviam adquirido ingressos poderão optar entre remarcar a atividade para outra data ou solicitar o reembolso integral dos valores pagos. Enquanto as investigações prosseguem, o caso segue sendo acompanhado pelas autoridades competentes e gera preocupação entre profissionais do turismo e visitantes que frequentam a região. A morte do turista holandês representa um episódio raro em uma das atrações mais conhecidas do país e reforça a importância da apuração detalhada dos fatos para esclarecer exatamente o que aconteceu e evitar que situações semelhantes voltem a ocorrer.



