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Forte terremoto causa enorme destruição e alerta de tsunami no sul do Japão

Um forte terremoto de magnitude 7,1 provoca danos em diversas cidades, deixando pessoas feridas e causando transtornos em serviços essenciais. O tremor, registrado a cerca de 10 quilômetros de profundidade, foi classificado pelo Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) como de intensidade severa. As autoridades japonesas iniciaram uma ampla operação para avaliar os prejuízos e prestar assistência à população afetada. Além dos danos materiais, milhares de moradores enfrentaram interrupções no fornecimento de energia elétrica, enquanto equipes de emergência foram mobilizadas para atender ocorrências em diferentes regiões da ilha de Kyushu.

Em pronunciamento oficial, a primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, confirmou que há registros de pessoas feridas, embora o número de vítimas ainda esteja sendo atualizado. Segundo a líder japonesa, o terremoto provocou incêndios, cortes de energia, danos em rodovias, pontes e edificações, além do desabamento de alguns prédios. Diante do cenário, ela pediu que a população permanecesse em alerta e seguisse as orientações das autoridades, buscando abrigo em locais seguros diante da possibilidade de novos tremores. A Agência Meteorológica do Japão também alertou para o risco de fortes réplicas ao longo dos próximos dias, além da possibilidade de deslizamentos de terra em áreas mais vulneráveis.

Imagens exibidas pela emissora pública NHK mostram a força do terremoto. Vídeos registraram edifícios parcialmente destruídos, incêndios em diferentes pontos, grandes rachaduras em rodovias e até o descarrilamento de um trem de carga. Como medida preventiva, mais de 150 mil moradores receberam orientação para deixar suas residências e seguir para centros de evacuação preparados para situações de emergência. Empresas instaladas na região também adotaram protocolos de segurança. A fabricante de semicondutores TSMC retirou funcionários de sua unidade por precaução, enquanto a Sony informou que acompanha atentamente a situação em suas instalações localizadas na área afetada.

Os impactos também atingiram a infraestrutura de transporte e os serviços públicos. A Agência Meteorológica do Japão chegou a emitir um alerta de tsunami prevendo ondas de até um metro de altura, mas o aviso foi cancelado posteriormente após novas avaliações. Mesmo assim, diversas medidas de segurança foram mantidas. A operadora ferroviária JR Kyushu suspendeu temporariamente a circulação dos trens, incluindo os famosos trens-bala de alta velocidade. O Aeroporto de Kumamoto fechou sua pista, provocando cancelamentos e desvios de voos. Além disso, aproximadamente 40 mil residências ficaram sem energia elétrica, enquanto operadoras de telefonia registraram falhas nos serviços devido aos danos causados pela falta de energia e problemas nas linhas de transmissão.

Apesar da gravidade do tremor, a autoridade reguladora nuclear do Japão informou que não foram identificadas irregularidades nas usinas nucleares localizadas na região. Técnicos continuam monitorando as instalações para garantir que todas operem dentro dos padrões de segurança. Especialistas também orientam que moradores permaneçam atentos a possíveis tremores secundários, que costumam ocorrer após eventos sísmicos de grande intensidade. Segundo a Agência Meteorológica do Japão, o risco de novas ocorrências permanece elevado durante aproximadamente uma semana, exigindo cautela por parte da população e das equipes de emergência.

O Japão está entre os países mais suscetíveis à atividade sísmica em todo o mundo por estar situado sobre o chamado Anel de Fogo do Pacífico, uma extensa faixa geológica marcada pelo encontro de placas tectônicas e intensa atividade vulcânica. Estima-se que cerca de 20% dos terremotos de magnitude igual ou superior a 6 ocorram no território japonês. A província de Kumamoto, inclusive, já foi palco de uma das maiores tragédias recentes do país, quando um terremoto ocorrido há cerca de dez anos matou 275 pessoas, deixou milhares de feridos e destruiu importantes patrimônios históricos. O novo tremor reacende o alerta para a necessidade de preparação constante diante dos frequentes desastres naturais enfrentados pelo país.

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