Jornalista da Globo no Espírito Santo é encontrado sem vida aos 33 anos

A morte do jornalista Caíque Verli, de 33 anos, causou grande comoção entre profissionais da imprensa e moradores do Espírito Santo. Repórter da TV Gazeta, afiliada da Globo no estado, ele foi encontrado sem vida no apartamento onde morava, em Vitória, na manhã de quinta-feira (23). O caso repercutiu rapidamente nas redes sociais e gerou inúmeras homenagens de colegas, autoridades e telespectadores que acompanhavam seu trabalho diariamente.
Natural de Carangola, em Minas Gerais, Caíque construiu sua trajetória profissional no jornalismo capixaba. Formado pela Universidade Federal de Viçosa (UFV), iniciou sua carreira na Rede Gazeta em 2017, após participar do programa de residência da empresa. Ao longo dos anos, também atuou em veículos como A Gazeta e CBN Vitória, até se consolidar como um dos repórteres da TV Gazeta, onde ganhou reconhecimento pela cobertura de segurança pública e pelo compromisso com a informação de qualidade.
Segundo informações divulgadas pelas autoridades, amigos e colegas estranharam sua ausência no trabalho nas primeiras horas do dia. Após tentativas de contato sem sucesso, foram até o apartamento do jornalista, onde ele foi encontrado. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado, mas o óbito já havia sido constatado. A Polícia Civil realizou a perícia no local e informou que as circunstâncias da morte seguem em investigação, aguardando os resultados dos exames periciais.
As informações iniciais apontam que Caíque fazia tratamento para controlar episódios de convulsão, fato mencionado por pessoas próximas e pela própria emissora. Apesar disso, as autoridades reforçaram que somente a conclusão dos laudos poderá esclarecer oficialmente a causa da morte. Até lá, o procedimento segue sob responsabilidade da Polícia Civil do Espírito Santo.
A notícia provocou uma onda de manifestações de pesar. A Rede Gazeta divulgou uma nota prestando solidariedade aos familiares, amigos e colegas de trabalho. Diversas instituições públicas, entre elas órgãos do governo estadual, Tribunal de Justiça, Polícia Rodoviária Federal e representantes políticos, também publicaram mensagens destacando o profissionalismo, a dedicação e o respeito demonstrados por Caíque durante sua carreira.
Companheiros de redação lembraram que o jornalista era conhecido pelo cuidado na apuração das informações, pelo bom relacionamento com as fontes e pela forma respeitosa com que tratava entrevistados e colegas. Para muitos, sua presença marcava o ambiente de trabalho, não apenas pela competência profissional, mas também pela disposição em colaborar com toda a equipe.
Nas redes sociais, telespectadores compartilharam lembranças de reportagens apresentadas por Caíque e enviaram mensagens de apoio à família. O assunto esteve entre os mais comentados durante o dia, demonstrando o impacto que sua atuação teve junto ao público do Espírito Santo.
A partida precoce do jornalista representa uma perda significativa para o jornalismo regional. Enquanto familiares, amigos e colegas se despedem, permanece a expectativa pela conclusão das investigações, que deverão esclarecer oficialmente o que aconteceu. Até que os laudos sejam finalizados, as autoridades seguem tratando o caso com cautela, reforçando que qualquer conclusão antecipada seria precipitada.



