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Após decisão de Moraes, Flávio Bolsonaro faz forte desabafo

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou nesta terça-feira (14) que o ex-presidente Jair Bolsonaro é alvo de perseguição política e vive sob forte censura. A declaração foi feita por meio de uma publicação nas redes sociais, um dia após a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que suspendeu por 90 dias as visitas presenciais do parlamentar ao pai. 

Na mensagem, Flávio questionou como outras pessoas reagiriam diante da situação enfrentada pelo ex-presidente. Segundo ele, Bolsonaro é um “injustiçado, um perseguido e um homem censurado”. O senador também divulgou um vídeo em que elogia a trajetória pessoal e política do pai e pede apoio de seus eleitores para a campanha presidencial. 

Durante a gravação, Flávio afirmou que Jair Bolsonaro sempre demonstrou simplicidade e honestidade tanto na vida pública quanto na vida familiar. Como exemplo, citou hábitos do ex-presidente, como frequentar barracas de rua e manter uma rotina considerada simples por seus apoiadores. Ainda no vídeo, declarou que Bolsonaro não utilizou o cartão corporativo para despesas pessoais enquanto ocupou a Presidência da República e disse que pretende seguir a mesma postura caso seja eleito. 

A publicação ocorreu logo após Alexandre de Moraes entender que houve descumprimento das medidas cautelares impostas ao ex-presidente. O ministro considerou que a divulgação de uma carta escrita por Jair Bolsonaro e publicada por Flávio nas redes sociais representou uma forma indireta de utilização das plataformas digitais, prática vedada pelas restrições impostas ao ex-chefe do Executivo. Além de proibir as visitas do senador ao pai por três meses, Moraes determinou que a defesa de Bolsonaro apresente esclarecimentos sobre o episódio. 

A carta divulgada por Flávio continha uma manifestação de apoio de Jair Bolsonaro à pré-candidatura presidencial do filho. No texto, o ex-presidente pediu união entre seus aliados e afirmou que o momento exige deixar diferenças políticas de lado para fortalecer o projeto eleitoral do grupo. A divulgação ocorreu em meio a notícias sobre divergências internas envolvendo integrantes da família Bolsonaro e aliados políticos. 

Após a decisão do STF, Flávio classificou a medida como desproporcional e afirmou que ela representa uma tentativa de interferência no processo eleitoral. Segundo o senador, não há justificativa para o prazo de 90 dias estabelecido pela decisão, que impede encontros presenciais entre pai e filho durante praticamente toda a campanha do primeiro turno das eleições. 

O caso continua repercutindo no meio político e jurídico. Enquanto aliados de Flávio Bolsonaro criticam a decisão e defendem que ela extrapola os limites das medidas cautelares impostas ao ex-presidente, o Supremo sustenta que a restrição busca assegurar o cumprimento das determinações judiciais em vigor. A expectativa agora é pela manifestação da defesa de Jair Bolsonaro e pelos próximos desdobramentos do processo. 

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