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Pai tira a vida do próprio filho por não dar ‘bom dia’ pela manhã

As investigações sobre a morte de Oliver Golden Grayson, de 3 anos, revelaram um histórico de violência dentro da própria casa. De acordo com a Polícia Civil do Rio Grande do Sul, a mãe da criança, Mayanna Angelina Rodgers, orientava os filhos a esconderem as marcas das agressões e a mentirem sobre a origem dos ferimentos sempre que precisavam de atendimento médico. O menino morreu após ser brutalmente espancado pelo pai, o norte-americano Dandre Jermaine Grayson, de 33 anos, no município de Viamão, na Região Metropolitana de Porto Alegre.

Segundo a delegada Luana Medeiros, responsável pelo caso, os maus-tratos contra as crianças aconteciam há pelo menos oito anos. A investigação aponta que, ao levá-las aos hospitais, a mãe pedia que utilizassem roupas de manga comprida para esconder hematomas e orientava os filhos a não mostrarem o corpo nem aos médicos. Durante os exames periciais realizados após o crime, os investigadores encontraram dificuldades para avaliar as lesões, já que as crianças demonstravam medo e resistiam a retirar as roupas, reflexo do ambiente de violência ao qual estavam submetidas.

O caso veio à tona após Oliver dar entrada em um hospital de Viamão com ferimentos gravíssimos. Conforme depoimento prestado à Polícia Civil, o pai afirmou que agrediu o filho porque a criança não lhe desejou “bom dia”. O homem confessou ter desferido socos no peito e no abdômen do menino, além de bater repetidamente sua cabeça contra o chão. Diante da gravidade das lesões, a equipe médica acionou a Polícia Militar. O menino foi transferido para um hospital de Porto Alegre, mas não resistiu aos ferimentos e morreu dias depois.

Após a morte da criança, a investigação foi ampliada e passou a incluir a participação da mãe. Segundo a polícia, além da suspeita de tentativa de homicídio contra Oliver antes de sua morte, Mayanna e Dandre também são investigados pelos crimes de tortura contra os outros quatro filhos do casal, com idades entre 1 e 9 anos. As evidências reunidas durante a apuração reforçaram a existência de um ciclo contínuo de violência familiar, levando a Justiça a manter a prisão preventiva dos dois investigados.

As outras quatro crianças foram retiradas da residência e encaminhadas ao Conselho Tutelar, onde passaram a receber medidas de proteção. Também foram submetidas a exames físicos e psicológicos para avaliar a extensão das agressões sofridas. O caso segue sob investigação da Polícia Civil, que busca esclarecer todos os episódios de violência relatados e responsabilizar os envolvidos. A morte de Oliver gerou forte repercussão e reacendeu o debate sobre a identificação precoce de sinais de maus-tratos contra crianças e a importância da denúncia para interromper ciclos de violência doméstica.

Isso tudo é o reflexo de uma doença grave mental

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