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Jornal revela pedido de Trump à Fifa; entenda

A decisão da Fifa de liberar o atacante Folarin Balogun para disputar as oitavas de final da Copa do Mundo de 2026 ganhou um novo capítulo neste domingo (5), após uma reportagem do jornal The New York Times afirmar que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, entrou em contato diretamente com o presidente da entidade, Gianni Infantino, para pedir a revisão da punição aplicada ao jogador. A informação, atribuída pelo jornal a pessoas com conhecimento da conversa, acrescentou um componente político a uma das maiores polêmicas do torneio.

Segundo a publicação, a ligação ocorreu na última quarta-feira (1º), poucas horas depois da vitória da seleção norte-americana sobre a Bósnia e Herzegovina, partida em que Balogun recebeu cartão vermelho. A expulsão resultaria automaticamente em uma suspensão de um jogo, o que impediria o atacante de enfrentar a Bélgica nas oitavas de final. De acordo com o relato, Trump solicitou que Infantino reavaliasse a decisão disciplinar envolvendo o principal artilheiro dos Estados Unidos na competição.

Neste domingo, a Fifa anunciou oficialmente que a punição foi suspensa. A entidade informou que Balogun está autorizado a atuar diante da Bélgica, mas ficará submetido a um período probatório de um ano. Caso cometa nova infração disciplinar nesse intervalo, a sanção originalmente aplicada poderá ser executada. A medida foi considerada incomum por especialistas, já que suspensões automáticas decorrentes de cartão vermelho raramente são revistas durante uma Copa do Mundo.

Após a confirmação da decisão, Donald Trump utilizou sua rede social, Truth Social, para comemorar o desfecho. O presidente agradeceu publicamente à Fifa e afirmou que a entidade “fez o que era certo” ao reverter aquela que classificou como uma grande injustiça contra o atacante da seleção americana. Apesar da manifestação, Trump não mencionou diretamente a ligação relatada pelo The New York Times.

A reversão da suspensão provocou forte reação na Bélgica, adversária dos Estados Unidos nas oitavas de final. Integrantes da federação belga demonstraram insatisfação com a decisão e questionaram a aplicação do regulamento disciplinar da Fifa. Dirigentes e membros da comissão técnica também levantaram dúvidas sobre a excepcionalidade do caso, argumentando que a manutenção da igualdade de critérios é fundamental para preservar a credibilidade da competição.

Até o momento, a Fifa não informou oficialmente se a conversa entre Trump e Infantino teve qualquer influência na revisão da punição. A entidade limitou-se a comunicar a decisão disciplinar e os fundamentos previstos em seu código para a suspensão da sanção. Também não houve manifestação detalhada da Casa Branca sobre o conteúdo da ligação, além da celebração pública feita pelo presidente norte-americano após a divulgação do novo entendimento da Fifa.

O episódio rapidamente ganhou repercussão internacional por envolver uma possível interlocução entre um chefe de Estado e o presidente da principal entidade do futebol mundial durante a realização da Copa. A situação também reforçou o debate sobre transparência nos processos disciplinares da Fifa, especialmente em competições de grande relevância. Enquanto a seleção dos Estados Unidos se prepara para enfrentar a Bélgica com Balogun novamente à disposição, a decisão continua gerando questionamentos entre dirigentes, torcedores e analistas esportivos em diferentes países.

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