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Bebê de apenas dois anos falece mesmo depois de ser liberado de Pronto Socorro

A morte do pequeno Matteo Lima Albertino, de apenas dois anos, gerou grande comoção em Cubatão, no litoral de São Paulo, e levantou questionamentos sobre o atendimento prestado à criança nos dias que antecederam sua internação. Segundo os familiares, o menino passou por quatro atendimentos médicos em um curto intervalo de tempo e recebeu alta em três ocasiões, mesmo apresentando sintomas que, de acordo com os pais, se agravavam progressivamente. O caso agora é alvo de apuração oficial e mobiliza autoridades de saúde do município.

De acordo com o relato da mãe, Laysa Cristina Lima Albertino, os primeiros sinais de que algo não estava bem surgiram quando Matteo apresentou febre alta e persistente. A família procurou atendimento médico imediatamente, mas a suspeita inicial foi de uma infecção viral comum. Após avaliação clínica e medicação para aliviar os sintomas, a criança foi liberada para retornar para casa. Entretanto, nas horas e dias seguintes, o quadro não apresentou melhora e passou a preocupar ainda mais os familiares.

Com a evolução dos sintomas, que incluíam vômitos, diarreia, fraqueza e alterações físicas perceptíveis, Matteo retornou ao pronto-socorro outras duas vezes. Segundo os pais, em ambas as ocasiões os profissionais responsáveis entenderam que o quadro poderia estar relacionado a uma virose, realizando procedimentos considerados compatíveis com esse diagnóstico. Ainda conforme o relato da família, apenas na quarta passagem pelo hospital foi solicitado um exame de sangue, momento em que os médicos passaram a investigar outras possíveis causas para a condição da criança.

A situação se tornou ainda mais delicada quando foi identificada uma lesão na região anal do menino. Os familiares afirmam que houve preocupação crescente com a rápida evolução do problema e com a ausência de respostas definitivas sobre o que estava provocando o agravamento do estado de saúde. Na última internação, Matteo permaneceu sob observação médica e realizou exames complementares. Uma tomografia foi feita posteriormente, quando já havia indicação da necessidade de transferência para uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

Apesar dos esforços das equipes médicas após a internação, a criança não resistiu. Um laudo preliminar apontou sepse, condição provocada por uma resposta intensa do organismo a uma infecção, como causa da morte. O documento definitivo ainda deverá esclarecer detalhes sobre o quadro clínico e as circunstâncias que levaram ao desfecho. A perda causou forte repercussão entre moradores da cidade e gerou manifestações de apoio à família, que busca respostas sobre todo o processo de atendimento prestado ao filho.

Diante da repercussão do caso, a Secretaria Municipal de Saúde de Cubatão informou que instaurou uma sindicância administrativa para analisar de forma técnica e transparente todos os procedimentos realizados durante os atendimentos. A pasta destacou que a investigação seguirá critérios de imparcialidade e ouvirá todos os envolvidos antes de qualquer conclusão. A Câmara Municipal também anunciou que acompanhará os desdobramentos da apuração. Enquanto isso, familiares aguardam esclarecimentos sobre os acontecimentos que antecederam a morte de Matteo, um caso que reacendeu o debate sobre a importância do diagnóstico precoce e da atenção contínua a pacientes com sintomas persistentes.

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