Casal morto em BH se mudaria de apartamento nos próximos dias

A Polícia Civil de Minas Gerais segue investigando o caso que envolve a morte do advogado Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e da empresária aposentada Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76. O casal foi encontrado sem vida no apartamento onde morava, no bairro São Pedro, na região Centro-Sul de Belo Horizonte, em uma ocorrência que causou forte comoção entre familiares, amigos e moradores da capital.
Segundo parentes, os dois estavam prestes a iniciar uma nova etapa da vida. O apartamento onde viveram por aproximadamente 20 anos já havia sido vendido, e a mudança para uma casa no bairro Serra estava prevista para acontecer dentro de duas a três semanas. Casados há mais de cinco décadas, Cláudio e Maria Clotilde eram conhecidos pelo estilo de vida discreto, pelas viagens frequentes e pela convivência próxima com familiares.
O primeiro sinal de que algo não estava bem surgiu quando Cláudio não compareceu ao escritório de advocacia, algo considerado incomum. Diante da falta de resposta às ligações, o filho do casal decidiu ir até o imóvel. Como possuía acesso ao apartamento, entrou no local e encontrou os pais. A descoberta abalou profundamente a família.
De acordo com informações da Polícia Militar, não havia indícios de arrombamento na residência, detalhe que passou a integrar as principais linhas de investigação. Durante a perícia, foram constatados sinais de violência contra as vítimas, e os exames realizados pelo Instituto Médico-Legal atualizaram informações iniciais sobre os ferimentos encontrados.
Em entrevista ao Metrópoles, o sobrinho Henrique Maciel afirmou que toda a família está vivendo um momento de grande tristeza e espera que a investigação esclareça rapidamente o que aconteceu. Ele também lembrou que Felipe é o único filho do casal, já que a filha faleceu em 2006 em um acidente de trânsito, fato que tornou a nova perda ainda mais difícil para os familiares.
As investigações ganharam novos elementos após a análise das imagens das câmeras de segurança do edifício. Segundo as autoridades, uma mulher de 30 anos, apontada como suspeita, foi registrada entrando no prédio por volta das 7h30. Horas depois, ela deixou o local carregando duas sacolas grandes e uma bolsa identificada pelo filho de Maria Clotilde como pertencente à mãe.
A mulher teria sido indicada para realizar uma faxina no apartamento. Inicialmente, a família acreditava que aquele seria o primeiro contato entre ela e o casal. No entanto, novas informações levantaram a possibilidade de que ela já conhecesse as vítimas anteriormente. Agora, os investigadores buscam identificar quem fez essa indicação e como ocorreu essa aproximação.
Outro ponto que será analisado é o conteúdo dos aparelhos celulares envolvidos na investigação. A expectativa é que essas informações ajudem a esclarecer a origem do contato entre a suspeita e o casal, além de contribuir para a reconstrução dos acontecimentos.
Até o momento, ninguém foi preso. Conforme informou a Polícia Civil, todas as possibilidades continuam sendo analisadas. A mulher apontada como suspeita não foi localizada no endereço onde residia, em Ribeirão das Neves, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Segundo relatos, ela teria informado a familiares que viajaria para o Espírito Santo um dia após o ocorrido.
Enquanto a investigação prossegue, familiares e amigos se despedem de Cláudio Atala Inácio e Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio. O velório acontece nesta quarta-feira, no Cemitério Parque da Colina, em Belo Horizonte, onde também está previsto o sepultamento. A expectativa agora é que o trabalho da Polícia Civil esclareça todas as circunstâncias do caso e ofereça respostas à família.



