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Andamento das investigações: Polícia Civil identifica responsável por manusear equipamento no caso Maria Eduarda

As investigações sobre a morte da estudante de Educação Física Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, durante um salto de rope jump em Limeira, no interior de São Paulo, entraram em uma nova fase após a Polícia Civil identificar quem teria retirado a câmera GoPro que estava presa ao braço da jovem logo após o acidente. O equipamento passou a ser considerado um dos principais elementos para esclarecer a sequência dos acontecimentos, já que poderia conter registros importantes dos instantes que antecederam o salto. A nova informação amplia o interesse em torno do caso e reforça o trabalho das autoridades na busca por respostas para familiares e para a sociedade.

Segundo a apuração da Polícia Civil, João Antônio Pivetta Ribeiro da Silva, um dos investigados presos temporariamente durante a operação realizada na última semana, foi apontado como a pessoa que teria removido a câmera após o acidente. A informação foi divulgada pelo colunista Marcus Pontes, do portal Metrópoles, e integra o conjunto de elementos analisados pelos investigadores. O desaparecimento do equipamento sempre foi tratado como um dos pontos mais sensíveis do inquérito, já que seu conteúdo poderia oferecer uma reconstrução mais precisa do que aconteceu antes e durante a atividade realizada na Ponte do Esqueleto.

Maria Eduarda participava da prática de rope jump quando foi lançada de uma altura aproximada de 30 metros sem estar conectada ao sistema de segurança da atividade, conforme apontam as investigações. A ausência da conexão adequada entre a participante e o equipamento de proteção passou a ser o principal foco da apuração desde os primeiros dias após o acidente. Agora, com a identificação da pessoa que teria retirado a câmera, a expectativa é de que novas diligências permitam esclarecer se o equipamento ainda poderá ser recuperado ou se outras evidências digitais serão capazes de complementar o trabalho da perícia técnica.

Além de João Antônio, também foram presos temporariamente Gabriel Barros Martins e Evelyne dos Santos Gonçalves. Conforme as investigações, os três possuem ligação com a organização do evento promovido pelo grupo Entre Cordas. A Polícia Civil solicitou à Justiça a prorrogação das prisões temporárias por mais 30 dias, argumentando que o prazo adicional é necessário para concluir a coleta de provas, ouvir novas testemunhas e finalizar a análise do material apreendido durante as operações realizadas em endereços relacionados aos investigados. O objetivo é reunir um conjunto consistente de informações antes da conclusão do inquérito.

Outro aspecto que passou a receber atenção especial das autoridades é a possibilidade de que provas importantes tenham sido alteradas ou removidas após o acidente. A investigação trabalha com a hipótese de fraude processual, diante de indícios de que conteúdos digitais considerados relevantes possam ter sido apagados. Por essa razão, celulares, computadores, dispositivos eletrônicos e outros equipamentos recolhidos durante as buscas seguem passando por perícia especializada. O trabalho técnico busca recuperar arquivos, identificar comunicações e verificar se houve qualquer tentativa de comprometer elementos que poderiam contribuir para o esclarecimento dos fatos.

Especialistas destacam que investigações envolvendo equipamentos eletrônicos costumam desempenhar papel decisivo em ocorrências desse tipo. Fotografias, vídeos, registros automáticos de localização e arquivos armazenados em dispositivos podem auxiliar na reconstrução da cronologia dos acontecimentos, além de complementar depoimentos prestados por testemunhas e pessoas envolvidas na organização da atividade. A expectativa é de que a análise desse material permita confirmar detalhes importantes sobre os procedimentos adotados antes do salto, as medidas de segurança disponíveis e as circunstâncias verificadas logo após o acidente.

Enquanto a investigação segue em andamento, familiares de Maria Eduarda aguardam respostas que possam esclarecer todos os aspectos do caso. O avanço das diligências demonstra que a Polícia Civil continua concentrando esforços para reunir evidências capazes de oferecer uma conclusão detalhada e tecnicamente fundamentada. A identificação do responsável por retirar a câmera representa um novo capítulo na apuração e pode contribuir para responder perguntas que permanecem sem esclarecimento desde o dia do acidente. Até a conclusão oficial do inquérito, as autoridades seguem analisando provas, ouvindo testemunhas e realizando perícias para garantir que todos os fatos sejam devidamente esclarecidos com transparência e responsabilidade.

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