A conexão entre Roberto Carlos e o ex-paquito da Xuxa que morreu aos 58 anos

Robson Barros, o ex-Paquito que marcou uma geração ao lado de Xuxa, faleceu aos 58 anos, deixando saudades entre fãs do Xou da Xuxa. A notícia do falecimento, ocorrida no dia 20 de junho de 2026 em São Paulo, ganhou repercussão não apenas pela trajetória artística do artista, mas também pela ligação indireta de sua família com um dos maiores nomes da música brasileira: Roberto Carlos. O velório reuniu parentes, amigos e colegas de profissão que destacaram sua discrição e dedicação após deixar os holofotes.
Nascido e criado no Rio de Janeiro, Robson Barros integrou a formação original dos Paquitos, o equivalente masculino das icônicas Paquitas. No auge do programa Xou da Xuxa, nos anos 1980 e início dos 1990, ele se tornou um dos rostos mais conhecidos da televisão infantil e juvenil do país. Com carisma natural e presença marcante, Rob ajudou a definir a identidade do programa, participando de coreografias, interações com o público e momentos que ainda hoje são relembrados com carinho por quem acompanhou a era dourada da apresentadora.
Após deixar o Xou da Xuxa por volta de 1991, Robson optou por uma vida longe dos palcos e das câmeras. Ele trocou a carreira artística por uma atuação mais técnica nos bastidores da produção musical, seguindo os passos do pai. Essa decisão refletiu uma escolha por maior privacidade, embora ele mantivesse laços afetivos com o universo do entretenimento e fosse ocasionalmente lembrado em retrospectivas sobre a televisão brasileira.
A principal conexão entre Robson Barros e Roberto Carlos se dá por meio de seu pai, Genival Barros, um respeitado produtor técnico com carreira de mais de seis décadas na música brasileira. Genival trabalhou com Roberto Carlos desde os tempos da Jovem Guarda, tornando-se peça fundamental na infraestrutura técnica dos shows e gravações do Rei. Essa parceria duradoura consolidou Genival como um dos profissionais mais discretos e confiáveis do mercado fonográfico nacional.
Robson passou a atuar diretamente ao lado do pai nessa produção, contribuindo para a logística e execução técnica de grandes eventos musicais. Embora nunca tenha sido uma relação de proximidade pessoal com Roberto Carlos, o envolvimento familiar permitiu que o ex-Paquito circulasse, ainda que nos bastidores, pelo mesmo ambiente profissional que marcou a história da MPB. Essa ligação familiar foi mencionada em reportagens ao longo dos anos, inclusive quando Robson se tornou avô.
O falecimento de Robson Barros reacendeu memórias de uma época emblemática da televisão brasileira, quando o Xou da Xuxa ditava tendências e unia gerações diante da tela. Amigos e ex-colegas destacaram não apenas seu talento na frente das câmeras, mas também sua personalidade humilde e o profissionalismo demonstrado na segunda fase de sua carreira, longe do brilho dos holofotes.
A partida prematura de Robson Barros reforça o quanto trajetórias artísticas muitas vezes se entrelaçam nos bastidores da cultura popular brasileira. Sua história simboliza tanto o glamour da televisão dos anos 80 quanto a importância dos profissionais que sustentam, com competência técnica, os grandes nomes da música e do entretenimento nacional.



