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Perdemos hoje a empresária Geny Maria Angeli aos 70 anos

A morte de uma empresária de 70 anos após a realização de um procedimento estético em Santa Catarina está sendo investigada pela Polícia Civil. O caso aconteceu em Lages, na Serra Catarinense, e causou grande comoção entre moradores da região e pessoas que conheciam a vítima. A empresária Geny Maria Angeli Michielin, moradora de Caçador e proprietária de uma fábrica de solas de calçados, passou por uma cirurgia de rejuvenescimento facial em uma clínica particular, mas apresentou complicações e acabou falecendo dias depois. A 1ª Delegacia de Polícia da Comarca de Lages instaurou um inquérito para apurar as circunstâncias do atendimento e verificar se houve alguma irregularidade durante o procedimento.

Segundo informações divulgadas pela polícia, a investigação ainda está em fase inicial e aguarda a conclusão de exames periciais e a análise de documentos médicos. As autoridades afirmam que, neste momento, não é possível apontar as causas exatas da morte nem confirmar se houve falha médica ou qualquer outro tipo de negligência. A delegada responsável pelo caso solicitou laudos complementares que deverão ajudar a esclarecer como ocorreu a evolução do quadro clínico da paciente após a cirurgia. O objetivo é reunir todas as evidências necessárias antes de qualquer conclusão oficial.

Familiares confirmaram que Geny realizou um procedimento de lifting facial, técnica utilizada para rejuvenescer a aparência do rosto por meio da retirada do excesso de pele e do reposicionamento de tecidos faciais. Além desse procedimento, ela teria feito outra intervenção estética na mesma clínica. Após apresentar complicações, a empresária foi encaminhada a um hospital na terça-feira, dia 16 de junho, mas não resistiu e morreu no dia seguinte. O velório ocorreu em Caçador, no Memorial São Pedro, e o sepultamento foi realizado no Cemitério do Castelhano, reunindo familiares, amigos e pessoas próximas.

A notícia da morte gerou uma onda de homenagens nas redes sociais. Amigos e ex-funcionários destacaram a personalidade acolhedora da empresária e a importância que ela teve para a cidade e para a vida de muitas pessoas. “Que difícil acreditar, uma pessoa tão querida e amada”, escreveu uma amiga. Outra pessoa lembrou que seu primeiro emprego foi na empresa de Geny e agradeceu pelos ensinamentos recebidos ao longo dos anos. Mensagens de carinho e despedida se multiplicaram, evidenciando o respeito e a admiração conquistados pela empresária durante sua trajetória pessoal e profissional.

O filho de Geny afirmou que a família acompanha as investigações com cautela e espera que todos os fatos sejam esclarecidos. Ele ressaltou que ainda não existe um laudo definitivo emitido pela Polícia Científica e que, por isso, qualquer conclusão antecipada seria precipitada. Segundo ele, caso seja comprovada alguma irregularidade no atendimento ou na realização do procedimento estético, a família espera que as medidas legais sejam tomadas pelas autoridades competentes. Até o momento, os parentes preferem aguardar os resultados oficiais antes de se manifestarem de forma mais detalhada.

O Conselho Regional de Medicina de Santa Catarina informou que, até a publicação das informações, não havia recebido denúncias relacionadas ao caso. Já o Conselho Federal de Medicina lembra que cirurgias plásticas faciais são procedimentos médicos complexos, que podem envolver sedação profunda ou anestesia geral, devendo ser realizados por profissionais habilitados e em locais adequados. Enquanto a investigação segue em andamento, a morte da empresária reacende o debate sobre os riscos envolvidos em procedimentos estéticos e a importância de buscar profissionais qualificados e clínicas devidamente regularizadas.

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