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Caso Maria Eduarda: instrutores que jogaram jovem da ponte acabam de receber duro castigo

A Justiça decidiu manter presos os dois instrutores investigados pela morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, vítima de um trágico acidente ocorrido durante a prática de rope jump na Ponte do Esqueleto, localizada entre Limeira e Cordeirópolis, no interior de São Paulo. A decisão foi divulgada nesta sexta-feira (19) e destaca que as investigações ainda estão em fase inicial, sendo necessária uma apuração mais aprofundada antes que seja analisada a possibilidade de conceder liberdade aos suspeitos.

Segundo o juiz responsável pelo caso, existem indícios que justificam a manutenção da prisão preventiva dos investigados. Entre os elementos citados estão a suposta tentativa de fuga após o acidente, a troca de roupas logo depois do ocorrido e o desaparecimento de imagens de câmeras de segurança que poderiam ajudar a esclarecer os fatos. O magistrado ressaltou ainda que, até o momento, não foram concluídos os laudos periciais e técnicos capazes de explicar exatamente como aconteceu a falha que levou à morte da jovem.

Maria Eduarda morreu no último sábado (13), após ser lançada de uma altura aproximada de 40 metros sem que a corda de segurança estivesse presa ao seu equipamento de proteção. O acidente aconteceu durante uma atividade de rope jump organizada por um grupo que realizava saltos na Ponte do Esqueleto. Vídeos gravados por testemunhas mostram o momento em que a jovem é impulsionada da plataforma e cai sem a proteção necessária, enquanto pessoas presentes percebem o erro e gritam desesperadamente ao notar a ausência da corda.

As imagens do acidente repercutiram em todo o país e aumentaram a pressão por respostas sobre as circunstâncias da tragédia. A vítima usava ainda uma câmera presa ao corpo no momento do salto, equipamento que, segundo as autoridades, não foi localizado pelas equipes de resgate. A Polícia Civil investiga se houve negligência grave por parte dos organizadores e tenta identificar qual dos envolvidos era responsável pela checagem final dos equipamentos antes do salto.

Três homens, com idades de 42, 32 e 27 anos, foram presos e são investigados por homicídio com dolo eventual, quando se assume o risco de provocar a morte. Um deles atua como bombeiro civil, enquanto os outros trabalhavam diretamente na preparação e execução dos saltos. Em depoimento, dois dos investigados afirmaram que eram responsáveis por equipar os participantes, mas disseram não saber como a falha ocorreu. Já o terceiro relatou que sua função era auxiliar na modalidade conhecida como “aviãozinho”, ajudando a posicionar e impulsionar os praticantes.

O caso segue sob investigação e deve contar com novas perícias e análises técnicas nos próximos dias. A morte de Maria Eduarda provocou grande comoção nas redes sociais e reacendeu o debate sobre a regulamentação e a fiscalização de atividades radicais realizadas em estruturas improvisadas ou sem supervisão adequada. Enquanto familiares e amigos aguardam respostas, a Justiça entende que a permanência dos suspeitos na prisão é necessária para garantir o andamento das investigações e evitar qualquer interferência na apuração dos fatos.

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