Pré-candidata Larissa DP tem rosto desfigur4d0 após ser agr3did4 em metrô de SP

Uma jovem de 24 anos viveu momentos de terror dentro de uma estação do metrô de São Paulo e agora tenta se recuperar das graves sequelas físicas e emocionais deixadas pela violência sofrida. Larissa Ramos Raudenberg foi brutalmente agredida na noite da última segunda-feira (15), na plataforma da estação Parada Inglesa, localizada na Zona Norte da capital paulista. Imagens de câmeras de segurança divulgadas nesta quarta-feira (17) mostram a vítima sendo derrubada por um golpe na perna e, já caída no chão, recebendo diversos chutes no rosto e na cabeça. A cena chocou moradores e repercutiu nas redes sociais pela extrema violência empregada pelo agressor, identificado como Rodrigo de Oliveira, de 25 anos. No momento do ataque, Larissa estava acompanhada da amiga Ana Claudia Calbo de Oliveira, que também foi alvo das agressões, mas conseguiu se afastar e retornar logo depois para tentar socorrer a amiga, que já estava desacordada. Pessoas que estavam no local prestaram os primeiros auxílios até a chegada da equipe de segurança do metrô.
Segundo relato da vítima, o episódio começou quando o agressor teria feito contato visual com Ana Claudia e, em seguida, passou a persegui-la pela plataforma. Na tentativa de fugir, a amiga conseguiu se afastar, mas Larissa acabou ficando mais próxima do homem e foi atingida violentamente. Ela afirma que o suspeito não tentou roubar seus pertences e que seu objetivo parecia ser apenas machucá-la. Durante a agressão, dois celulares caíram no chão, mas o homem não demonstrou interesse em pegá-los. Para Larissa, isso reforça a convicção de que ele queria atentar contra sua vida. “Ele queria que eu morresse”, declarou em entrevista. A jovem afirma que, mesmo após ela perder a consciência, o agressor continuou desferindo golpes, o que aumentou ainda mais o sentimento de medo e indignação. A brutalidade do ataque levantou questionamentos sobre a motivação do crime e gerou discussões sobre a segurança nas estações de transporte público da capital.
Após a agressão, Larissa recebeu os primeiros atendimentos ainda na estação e foi encaminhada ao Hospital Mandaqui por uma viatura do próprio metrô. Apesar de já ter recebido alta, ela segue em recuperação em casa e enfrenta consequências sérias. A jovem sofreu fraturas no nariz e no maxilar, perdeu três dentes, lesionou o joelho e ainda apresenta inchaços e dificuldades para caminhar. Além das dores físicas, ela relata estar profundamente abalada emocionalmente e pretende iniciar acompanhamento psicológico para lidar com o trauma. A vítima afirma sentir medo de voltar a utilizar o metrô e questiona a ausência de agentes de segurança no local no momento em que ocorreu o ataque. Segundo ela, os funcionários apareceram apenas após as agressões já terem acontecido, situação que aumentou a sensação de vulnerabilidade. O caso reacendeu debates sobre a necessidade de reforço na segurança das estações e de medidas mais eficazes para proteger passageiros.
A Secretaria da Segurança Pública informou que a ocorrência foi inicialmente registrada no 73º Distrito Policial, no Jaçanã, sendo posteriormente encaminhada ao 39º Distrito Policial, responsável pela região onde os fatos aconteceram. O suspeito foi detido logo após a agressão, mas acabou sendo liberado horas depois, fato que gerou revolta entre familiares e pessoas que acompanham o caso. Larissa foi convocada para prestar depoimento e afirmou que discorda da classificação inicial do crime como lesão corporal. Para ela, as circunstâncias indicam uma tentativa de feminicídio, já que o agressor teria agido com extrema violência e continuado os ataques mesmo após ela perder os sentidos. A Secretaria informou que a tipificação do crime poderá ser alterada conforme avancem as investigações e que as imagens das câmeras de segurança estão sendo analisadas para auxiliar na apuração dos fatos.
Outro ponto que chama a atenção é a informação, mencionada pela própria vítima, de que o suspeito já teria antecedentes relacionados a ocorrências envolvendo mulheres dentro do sistema de transporte público. Embora essa informação ainda dependa de confirmação oficial, ela aumentou a preocupação de usuários e reforçou cobranças por ações preventivas. Especialistas costumam destacar que ambientes de grande circulação precisam contar com vigilância constante e protocolos eficientes para impedir que episódios de violência aconteçam ou se repitam. Nas redes sociais, milhares de pessoas manifestaram solidariedade à jovem e pediram punição rigorosa ao responsável pelas agressões. O vídeo do ataque, amplamente compartilhado, também provocou forte comoção e reacendeu discussões sobre a violência contra mulheres em espaços públicos.
Enquanto aguarda o andamento das investigações, Larissa tenta reconstruir a rotina e superar os traumas deixados pela agressão. O episódio, além de marcar profundamente sua vida, tornou-se símbolo das preocupações de muitas mulheres que utilizam o transporte público diariamente e desejam apenas se locomover com segurança. A expectativa agora é que as imagens, os depoimentos e os laudos periciais ajudem a esclarecer completamente o caso e permitam que a Justiça defina a responsabilização adequada do agressor. Para a jovem e sua família, mais do que uma resposta judicial, permanece o desejo de que situações semelhantes não voltem a acontecer e que outras pessoas não precisem enfrentar o mesmo sofrimento.



