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Investigação em andamento: Polícia Civil do Paraná atualiza dados sobre inquérito de jovens desaparecidas há dois meses

O desaparecimento das primas Letycia Garcia Mendes e Sttela Dalva Melegari Almeida continua mobilizando autoridades e gerando grande preocupação entre familiares e moradores do Paraná. Quase dois meses após as jovens serem vistas pela última vez, a Polícia Civil intensificou novamente os trabalhos de investigação em busca de respostas. Nesta segunda-feira (15), uma nova operação foi realizada em uma área rural do município de Paraíso do Norte, no noroeste do estado, com o objetivo de localizar vestígios que possam ajudar a esclarecer um dos casos mais comentados da região nos últimos meses. A movimentação das equipes reforça o compromisso das autoridades em avançar nas apurações e trazer respostas para uma família que vive dias de angústia e incerteza.

As duas jovens desapareceram no dia 21 de abril após participarem de uma noite de lazer em uma boate localizada na cidade de Paranavaí. Desde então, familiares afirmam não ter recebido qualquer contato das primas, situação que aumentou significativamente a preocupação com o paradeiro delas. O caso rapidamente ganhou repercussão regional e passou a ser tratado como prioridade pelas forças de segurança. A ausência de informações concretas e a falta de novos registros das jovens após aquela madrugada transformaram a investigação em uma corrida contra o tempo para reunir elementos capazes de esclarecer o que realmente aconteceu.

A nova etapa das buscas contou com a participação integrada da Polícia Civil, Polícia Militar e Polícia Científica. As equipes concentraram os trabalhos em uma área previamente mapeada pelos investigadores, localizada a aproximadamente 32 quilômetros de Paranavaí. Para ampliar a capacidade de análise do terreno, foram utilizados drones de alta resolução e equipamentos de Radar de Penetração no Solo (GPR), tecnologia moderna capaz de identificar alterações subterrâneas e possíveis pontos de interesse pericial. O uso desses recursos demonstra o grau de atenção dedicado ao caso e a busca por evidências que possam contribuir para o avanço das investigações.

Segundo o delegado Luis Fernando Alves Silva, a operação foi planejada após o recebimento de denúncias anônimas e a análise de informações coletadas ao longo dos últimos meses. Os investigadores cruzaram dados obtidos durante depoimentos, levantamentos técnicos e diligências realizadas anteriormente. De acordo com o delegado, o principal objetivo foi verificar locais considerados relevantes para a apuração dos fatos e identificar possíveis vestígios que ajudem a reconstruir os acontecimentos relacionados ao desaparecimento das jovens. Embora nenhuma descoberta tenha sido oficialmente divulgada até o momento, os trabalhos seguem em andamento e novas diligências não estão descartadas.

A investigação corre sob sigilo, mas as autoridades já admitem que a principal linha de apuração considera a possibilidade de que as jovens tenham sido vítimas de um crime. Essa hipótese ganhou força devido ao longo período sem qualquer comunicação com familiares e ao conjunto de informações reunidas durante a investigação. Os responsáveis pelo caso destacam que todas as análises continuam sendo realizadas com cautela e responsabilidade, respeitando os procedimentos legais necessários para garantir a consistência das conclusões futuras. O objetivo é reunir elementos suficientes para esclarecer completamente o desaparecimento e identificar eventuais responsabilidades.

No centro das investigações está Clayton Antonio da Silva Cruz, de 39 anos, apontado como principal suspeito do caso. Segundo a Polícia Civil, ele utilizava o nome falso de Davi e é considerado foragido desde o dia 29 de abril, quando teve a prisão preventiva decretada pela Justiça. As investigações indicam que foi ele quem buscou as primas na noite em que desapareceram. Imagens de câmeras de segurança analisadas pelos investigadores mostram o trio circulando por cidades da região antes da chegada à boate em Paranavaí. Após aquele encontro, não houve novos registros públicos das jovens.

Enquanto as buscas continuam, familiares mantêm a esperança de obter respostas sobre o paradeiro de Letycia e Sttela. O caso segue mobilizando equipes especializadas e despertando atenção em todo o estado do Paraná. Paralelamente, a Polícia Civil também investiga possíveis pessoas que possam ter prestado auxílio ao suspeito após o desaparecimento das jovens. As autoridades reforçam que qualquer informação pode ser fundamental para o avanço das investigações e lembram que denúncias podem ser feitas de forma anônima pelos canais oficiais de atendimento. A expectativa é que os próximos desdobramentos contribuam para esclarecer um caso que continua cercado por perguntas e que permanece entre as maiores prioridades das forças de segurança da região.

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