Mãe e filha dedicadas à causa animal morrem

Solange de Fátima de Souza e sua filha Stefhanie de Souza Vaz perderam a vida na manhã de sexta-feira, 12 de junho, após um grave acidente na BR-101, no km 118,6, em Itajaí, Santa Catarina. As duas seguiam pela rodovia quando o veículo em que estavam colidiu, resultando na morte instantânea de ambas. A tragédia mobilizou imediatamente equipes de resgate e gerou grande comoção na comunidade de protetores de animais do estado.
Conhecidas por sua incansável dedicação, Solange e Stefhanie atuavam juntas na Unidade de Acolhimento Provisório de Animais (UAPA) de Itajaí. Elas resgatavam e cuidavam de cães e gatos vítimas de maus-tratos, oferecendo abrigo, tratamento veterinário e, sempre que possível, encaminhamento para adoção responsável. Mãe e filha dividiam não apenas o teto, mas também a mesma paixão pela defesa dos animais sem voz.
Stefhanie, de 23 anos, estava no quinto período do curso de Medicina Veterinária na Uniavan, em Balneário Camboriú. A jovem se preparava para realizar o sonho de se formar e transformar sua vocação em profissão. Amigos e colegas descrevem-na como uma pessoa determinada, que conciliava os estudos com o trabalho voluntário intenso na causa animalista.
Solange, por sua vez, era o pilar da família e uma referência entre os ativistas locais. Com aproximadamente 42 anos, dedicava boa parte de seu tempo a coordenar resgates e a sensibilizar a população sobre a responsabilidade na guarda de animais. Sua trajetória era marcada pela compaixão e pela coragem de enfrentar situações difíceis para salvar vidas.
A notícia do acidente se espalhou rapidamente pelas redes sociais, onde a causa animal catarinense manifestou profundo luto. Protetores, veterinários, voluntários e adotantes publicaram homenagens destacando o legado de amor e dedicação deixado pelas duas. Muitos lembram que, mesmo diante de desafios financeiros e emocionais, a dupla nunca mediu esforços para ajudar os animais.
A tragédia levanta novamente discussões sobre a segurança nas rodovias brasileiras e serve como lembrete da fragilidade da vida. Em Itajaí e região, a perda de duas figuras tão atuantes deixa um vazio na rede de proteção animal, que agora precisa reorganizar esforços para dar continuidade aos projetos que elas ajudavam a sustentar.
O legado de Solange e Stefhanie permanece como inspiração para todos que lutam pela causa. Sua história reforça que a compaixão, quando transformada em ação diária, transcende a própria existência e continua ecoando na vida dos animais que um dia protegeram.
Familiares, amigos e representantes da causa animal já organizam atos de homenagem e uma campanha de arrecadação para dar continuidade aos projetos que Solange e Stefhanie mantinham na UAPA. A iniciativa busca garantir o cuidado aos animais que estavam sob responsabilidade da dupla e fortalecer a estrutura do acolhimento provisório, evitando que o trabalho construído ao longo de anos seja interrompido. A comoção na região reforça o papel essencial desempenhado por protetores independentes e voluntários na rede de proteção animal de Santa Catarina.



