Corpo achado 9 meses depois é de oceanógrafo

O corpo do oceanógrafo americano Charles Gorri, de 57 anos, foi encontrado na sexta-feira, 5 de junho, em uma área de costão de difícil acesso entre a Lagoinha do Leste e o Pântano do Sul, no sul da Ilha de Florianópolis. Radicado no Brasil havia anos, Gorri desapareceu em 7 de outubro de 2025, após sair para uma caminhada na região da Armação, em direção à Praia do Matadeiro. A descoberta encerra quase nove meses de buscas intensas que mobilizaram autoridades, voluntários e moradores locais.
Natural de Detroit, nos Estados Unidos, Charles Gorri era um profissional respeitado na área de oceanografia, com atuação em pesquisas ambientais e monitoramento costeiro. Ele vivia em Florianópolis, onde construiu laços fortes com a comunidade científica e com pescadores da região. Amigos descreviam o pesquisador como uma pessoa experiente e familiarizada com o litoral catarinense, o que tornou o desaparecimento ainda mais intrigante.
As operações de busca envolveram equipes do Corpo de Bombeiros Militar, Polícia Civil, Defesa Civil e grupos de voluntários. Drones, cães farejadores e varreduras terrestres foram utilizados repetidamente ao longo dos meses, com foco nas trilhas e costões de difícil acesso. Apesar dos esforços, as condições geográficas da região — marcada por penhascos, vegetação densa e mar agitado — dificultaram o trabalho das equipes.
O corpo foi localizado em estado avançado de decomposição por uma equipe que realizava varredura na área rochosa. A identificação foi confirmada por meio de exames periciais, encerrando a angústia da família e dos amigos que mantiveram esperanças durante todo o período. A notícia gerou comoção na comunidade de Florianópolis, onde Gorri era bem conhecido.
Até o momento, as autoridades não divulgaram a causa oficial da morte. Laudos do Instituto Médico Legal e da Polícia Científica ainda estão em andamento para determinar se houve afogamento, queda acidental ou outro fator. A localização do corpo, distante das rotas mais frequentadas, reforça a hipótese de um acidente durante a caminhada.
O caso de Charles Gorri reacende o debate sobre a segurança em trilhas e costões do litoral catarinense, especialmente em períodos de maré alta ou condições climáticas adversas. Especialistas recomendam que praticantes de caminhadas costeiras utilizem equipamentos de comunicação, informem rotas previamente e evitem áreas isoladas sozinhos.
A morte do oceanógrafo representa uma perda significativa para a comunidade científica local. Amigos e colegas destacam sua contribuição para o estudo dos ecossistemas marinhos da região. Enquanto aguardam o resultado final das investigações, familiares e conhecidos preparam homenagens para lembrar o pesquisador que escolheu o Brasil como lar.



