Sargento da PM morre após ser baleado na cabeça durante operação no Rio

O sargento Adriano Pereira de Sousa, de 36 anos, morreu na noite deste domingo após ser atingido por um tiro na cabeça durante uma operação policial na comunidade Faz Quem Quer, em Rocha Miranda, na Zona Norte do Rio de Janeiro. O militar integrava o 9º Batalhão de Polícia Militar e participava de uma ação contra o tráfico de drogas na região quando foi baleado em confronto com criminosos. O caso reforça a escalada de violência que marca as ações policiais em favelas cariocas.
A operação, deflagrada pelo 9º BPM, visava desarticular pontos de venda de entorpecentes e prender integrantes de facções que atuam na área. Durante o confronto, o sargento foi ferido gravemente. Colegas prestaram os primeiros socorros e solicitaram apoio aéreo imediato. Ele foi resgatado por helicóptero e encaminhado ao Hospital Central da Polícia Militar, no Estácio, mas não resistiu aos ferimentos apesar dos esforços da equipe médica.
Adriano Pereira de Sousa ingressou na corporação em 2011 e possuía experiência em unidades de choque, tendo atuado em diversas operações de alto risco ao longo da carreira. Ele deixa dois filhos pequenos e uma família que agora enfrenta o luto. Colegas descrevem o sargento como um profissional dedicado e experiente, cuja morte representa uma perda significativa para o batalhão.
A morte do sargento ocorre em um momento de intensa atividade policial na Zona Norte, onde confrontos armados têm se tornado frequentes. Autoridades afirmam que a operação continua na região com o objetivo de identificar e prender os responsáveis pelo disparo fatal. Reforços foram enviados para conter qualquer retaliação por parte dos criminosos.
A Secretaria de Estado de Polícia Militar emitiu nota oficial lamentando o ocorrido e destacando o compromisso da instituição com a segurança pública. “Nossos policiais arriscam a vida diariamente para proteger a população”, diz o texto, que reforça o apoio psicológico e institucional à família do militar tombado.
Casos como o de Adriano Pereira de Sousa alimentam o debate sobre as condições de trabalho das forças de segurança no Rio de Janeiro, onde o número de policiais mortos em serviço permanece elevado. Especialistas apontam a necessidade de maior investimento em inteligência, equipamentos e treinamento para reduzir os riscos nas operações urbanas.
A tragédia reacende o apelo por políticas de segurança mais eficazes que conciliem o combate ao crime organizado com a preservação da vida dos agentes públicos. Enquanto as investigações prosseguem, a comunidade de Rocha Miranda permanece sob tensão e o 9º BPM mantém presença ostensiva na área para restabelecer a ordem.



