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Caso Henry Borel: Apresentação de novas perícias técnicas marca sessão de julgamento e repercute na w

O julgamento do caso Henry Borel voltou a ganhar destaque nacional após um novo depoimento técnico apresentado no tribunal do Rio de Janeiro. Durante a sessão realizada nos últimos dias, o perito do Instituto Médico-Legal (IML), Leonardo Tauil, afirmou que as lesões identificadas no fígado da criança não são compatíveis com um acidente doméstico. O especialista participou do julgamento em que Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Jairinho, e Monique Medeiros respondem pelo falecimento do menino. A declaração chamou atenção no plenário e reacendeu debates sobre os laudos apresentados ao longo do processo.

A sessão teve como foco principal a análise da vistoria realizada no apartamento onde Henry morava com a mãe e o então companheiro dela, localizado na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio de Janeiro. Durante o interrogatório conduzido pela defesa de Jairinho, o perito foi questionado sobre a possibilidade de os ferimentos terem sido causados por uma queda acidental dentro do imóvel. Segundo Leonardo Tauil, a equipe responsável pela perícia analisou cuidadosamente a estrutura do local, incluindo móveis e objetos presentes no quarto da criança.

De acordo com o especialista, nenhum elemento encontrado no apartamento apresentava características compatíveis com o tipo de lesão identificado no exame realizado no corpo do menino. Tauil explicou ao júri que a laceração hepática observada não corresponde aos impactos normalmente associados a quedas domésticas comuns. O perito destacou que a conclusão foi baseada em literatura médica e em análises técnicas conduzidas durante a investigação. A fala teve forte repercussão dentro e fora do tribunal, principalmente por confrontar uma das linhas de argumentação da defesa.

“Foi isso que nos foi questionado: se ele poderia ter caído da cama e sofrido a laceração do fígado. Com base na literatura médica, não encontramos nenhum móvel ou objeto capaz de causar uma laceração hepática por uma queda acidental”, declarou Leonardo Tauil durante o depoimento. A afirmação foi acompanhada atentamente pelos jurados e pelas partes envolvidas no julgamento. O momento também aumentou a tensão no plenário, já que o caso continua sendo um dos mais acompanhados pela opinião pública nos últimos anos.

Enquanto o perito prestava esclarecimentos, a defesa de Jairinho apresentou fotografias relacionadas à necropsia da criança. A exibição das imagens provocou forte emoção durante a sessão e levou Monique Medeiros a deixar temporariamente o plenário. Segundo relatos presentes no julgamento, a movimentação aconteceu justamente enquanto eram discutidos detalhes técnicos sobre as lesões apontadas nos documentos oficiais do processo. A saída da acusada chamou atenção dos presentes e também repercutiu nas redes sociais após a divulgação das informações.

Essa não foi a primeira vez que Monique deixou o tribunal durante depoimentos ligados às análises periciais. Na semana anterior, a mãe de Henry já havia se retirado da sala durante a fala do perito Luiz Carlos Leal Prestes, outro profissional responsável por esclarecer pontos relacionados aos laudos do caso. Na ocasião, o especialista também descrevia características das lesões encontradas no corpo da criança. As repetidas interrupções evidenciam o clima emocionalmente delicado que acompanha as etapas do julgamento.

O caso Henry Borel segue despertando grande interesse público devido à complexidade das investigações e ao impacto causado desde o início das apurações. A expectativa agora gira em torno dos próximos depoimentos e das decisões que serão tomadas ao longo do processo judicial. Enquanto isso, o julgamento continua mobilizando familiares, advogados, especialistas e a opinião pública, que acompanham atentamente cada detalhe apresentado no tribunal. Novas sessões devem ocorrer nos próximos dias, trazendo novos esclarecimentos sobre um dos casos mais comentados do país nos últimos anos.

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