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Nome de Silvia Abravanel chama atenção em articulação

A possível entrada de Silvia Abravanel na chapa presidencial de Ronaldo Caiado começou a movimentar os bastidores políticos e chamou atenção até mesmo entre aliados do PSD. O nome da apresentadora passou a circular com força dentro do partido após dirigentes defenderem a ideia de uma candidatura “puro-sangue” para a disputa presidencial de 2026, sem alianças com outras siglas na composição da vice-presidência. Embora Silvia tenha se filiado ao partido inicialmente com foco em disputar uma vaga como deputada federal por São Paulo, integrantes da legenda enxergam nela um potencial político maior do que o previsto inicialmente.

Nos bastidores, lideranças do PSD avaliam que a filha de Silvio Santos poderia ajudar a ampliar o alcance popular da candidatura de Caiado, principalmente entre eleitores das classes C, D e E. O cálculo político é simples: Silvia carrega um sobrenome extremamente conhecido nacionalmente e mantém forte associação com o público do SBT, emissora fundada pelo pai. Além disso, sua imagem ligada à televisão aberta e ao entretenimento popular é vista como um possível contraponto ao perfil mais rígido e conservador atribuído ao ex-governador de Goiás.

Aliados do PSD entendem que a eventual escolha de Silvia como vice poderia suavizar a percepção de parte do eleitorado sobre Caiado. O político goiano costuma ter sua imagem vinculada principalmente ao agronegócio e à pauta de segurança pública, setores onde construiu boa parte de sua trajetória. Dentro do partido, há quem considere que uma chapa formada apenas por figuras tradicionais da política poderia enfrentar dificuldade para dialogar com segmentos mais amplos da população. Nesse cenário, a apresentadora surgiria como uma peça capaz de aproximar a campanha de um eleitor mais popular e menos conectado ao ambiente político tradicional.

Apesar da movimentação em torno do nome de Silvia Abravanel, a ideia ainda enfrenta resistência dentro da própria legenda. Uma ala mais institucional do PSD prefere uma composição considerada mais “técnica” e politicamente experiente. Nesse grupo, o nome mais citado para ocupar a vice seria o de Gilberto Kassab, presidente nacional do partido e figura com forte influência nos bastidores de Brasília. Defensores dessa linha acreditam que Kassab poderia fortalecer a articulação política da campanha e ampliar a capacidade de negociação em um eventual governo.

Mesmo assim, integrantes mais pragmáticos do PSD avaliam que o cenário eleitoral de 2026 exigirá mais do que experiência política tradicional. Para esse grupo, a força de comunicação e o reconhecimento popular podem ter peso decisivo em uma disputa altamente polarizada. A avaliação interna é que Silvia Abravanel conseguiria alcançar um público onde Caiado e Kassab possuem menor penetração, especialmente em segmentos mais populares e fora do eixo político convencional. O fato de ser mulher também é visto como um elemento estratégico para ampliar a identificação da chapa com parte do eleitorado feminino.

Outro ponto considerado nos bastidores envolve o tempo de propaganda eleitoral. O PSD possui atualmente cerca de um minuto de exposição em rádio e televisão, e uma coligação com outro partido poderia ampliar esse espaço. Ainda assim, setores da legenda acreditam que abrir mão de alianças poderia transmitir uma imagem de independência e fortalecer a identidade própria do partido na corrida presidencial. Nesse contexto, o nome de Silvia passou a ganhar força justamente por combinar apelo popular, visibilidade nacional e associação direta a uma família historicamente conhecida pelo público brasileiro.

Embora ainda não exista definição oficial, a simples possibilidade de Silvia Abravanel integrar uma chapa presidencial já provocou repercussão no meio político. O movimento mostra como partidos têm buscado cada vez mais nomes conhecidos da televisão e do entretenimento para ampliar alcance eleitoral e gerar identificação imediata com o público. Em um cenário onde imagem, comunicação e redes sociais possuem peso crescente nas campanhas, a eventual entrada da apresentadora na política nacional pode transformar uma candidatura tradicional em algo muito mais competitivo e midiático.

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