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Flávio dispara contra Lula após reunião com Trump

O senador Flávio Bolsonaro voltou a elevar o tom contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao comentar a recente decisão dos Estados Unidos de classificar o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas estrangeiras. Durante evento realizado em Curitiba nesta sexta-feira (29), o parlamentar afirmou que Lula teria ido aos Estados Unidos “lamber a bota” do presidente Donald Trump para defender interesses ligados às facções criminosas brasileiras. A declaração ocorreu durante o lançamento da pré-candidatura do senador Sergio Moro ao governo do Paraná e rapidamente ganhou repercussão política e nas redes sociais.

No discurso para apoiadores do PL, Flávio Bolsonaro relacionou diretamente o encontro de Lula com Trump, realizado na Casa Branca no início de maio, à posição do governo brasileiro contrária à classificação das facções como grupos terroristas. Segundo o senador, enquanto o presidente brasileiro buscava impedir a medida, ele e aliados teriam atuado em sentido contrário, defendendo o enquadramento internacional das organizações criminosas. O parlamentar afirmou que a medida representa uma resposta mais dura ao crime organizado e reforçou críticas à política de segurança pública do governo federal.

“Nós já fizemos mais que o Lula e o PT nos últimos 20 anos. Enquanto ele foi lamber a bota do Trump para fazer lobby para o PCC e o CV, nós fomos lá para pedir que fossem tratados como terroristas”, declarou Flávio diante dos apoiadores presentes no evento. A fala foi recebida com aplausos por parte do público e se tornou um dos principais assuntos políticos da noite.

O senador também criticou declarações recentes de Lula sobre o tema. Flávio acusou o presidente de defender a “soberania do PCC e do CV” ao demonstrar preocupação com possíveis consequências diplomáticas e jurídicas da decisão americana. O governo brasileiro argumenta que a legislação nacional diferencia organizações criminosas de grupos terroristas e teme que a medida possa abrir precedentes para interferências externas em questões de segurança pública no Brasil.

A classificação das facções brasileiras pelo governo norte-americano ocorreu na quinta-feira (28) e foi anunciada pelo Departamento de Estado dos EUA. Segundo autoridades americanas, o PCC e o Comando Vermelho representam ameaça internacional ligada ao narcotráfico, lavagem de dinheiro e expansão de atividades criminosas além das fronteiras brasileiras. A decisão faz parte da política de endurecimento do governo Donald Trump contra organizações criminosas transnacionais.

Nos bastidores políticos, aliados de Flávio Bolsonaro avaliam que o episódio fortalece o discurso do senador na área da segurança pública e amplia sua visibilidade nacional. Desde o encontro com Trump na Casa Branca, o parlamentar passou a intensificar a narrativa de combate ao crime organizado como uma das principais bandeiras de sua pré-campanha presidencial. A aproximação com setores conservadores norte-americanos também vem sendo explorada politicamente pelo grupo bolsonarista.

O evento em Curitiba marcou ainda o lançamento da pré-candidatura de Sergio Moro ao governo do Paraná. Durante o encontro, também foram apresentados os nomes do deputado Filipe Barros e do ex-procurador Deltan Dallagnol como pré-candidatos ao Senado. Moro aproveitou o discurso para destacar o crescimento político do PL e do Novo no estado e afirmou que a coligação deve sair fortalecida nas próximas eleições.

A declaração de Flávio Bolsonaro, no entanto, provocou reação imediata entre críticos do governo anterior e aliados do Palácio do Planalto. Integrantes da base governista acusaram o senador de utilizar o tema da segurança pública para ampliar a polarização política e criar desgaste diplomático entre Brasil e Estados Unidos. Apesar das críticas, o parlamentar manteve o discurso de que a classificação das facções como organizações terroristas representa um avanço internacional no combate ao crime organizado e uma vitória para os setores que defendem medidas mais rígidas contra as organizações criminosas brasileiras.

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