Morte de agente da Polícia Científica emociona Aquidauana e todo o Mato Grosso do Sul

A comunidade de Aquidauana e profissionais da segurança pública de Mato Grosso do Sul estão profundamente consternados com o falecimento do agente de Polícia Científica Diocezar Monteiro Maidana, aos 48 anos de idade. Ele faleceu na noite da última quinta-feira, 28 de maio de 2026, em Campo Grande, após uma longa e corajosa batalha contra a Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA), doença neurodegenerativa que o acompanhava há vários anos. A notícia se espalhou rapidamente, gerando uma onda de comoção entre colegas de trabalho, amigos de longa data e familiares, que destacam não apenas sua competência profissional, mas sobretudo sua força de vontade e dedicação inabalável mesmo diante das adversidades impostas pela condição de saúde.
Diocezar construiu uma sólida trajetória no serviço público antes de ingressar na Polícia Científica. Com dez anos de atuação na instituição, ele estava lotado na Unidade Regional de Perícias e Identificação (URPI) de Aquidauana, município localizado a 139 quilômetros de Campo Grande. Sua carreira anterior incluiu passagem pelas Forças Armadas e pela Polícia Militar de Mato Grosso do Sul, períodos em que desenvolveu habilidades técnicas e um forte senso de responsabilidade, características que carregou para o trabalho pericial no interior do estado, onde contribuía diretamente para a elucidação de casos criminais e a prestação de um serviço essencial à justiça.
Diagnosticado com ELA há aproximadamente cinco anos, Diocezar enfrentou com resiliência as limitações progressivas causadas pela doença, que afetou gradativamente sua mobilidade, fala e funções respiratórias. Mesmo com as dificuldades impostas pela condição, ele contou com o apoio incansável da família e de colegas, que se mobilizaram em campanhas solidárias para viabilizar tratamentos experimentais e cuidados especializados. Sua luta silenciosa e determinada serviu de inspiração para muitos servidores públicos, tornando-se símbolo de superação e esperança dentro e fora dos ambientes profissionais da segurança.
Casado com Priscila Canhete Nonato Maidana, Diocezar era pai de Henri e sempre demonstrou grande dedicação à vida familiar, equilibrando os desafios da doença com o carinho e a presença junto aos entes queridos. Amigos próximos descrevem-no como um homem de caráter firme, generoso e perseverante, qualidades que mantinha mesmo nos momentos mais difíceis da enfermidade. Em Aquidauana, onde residia e exercia suas funções, ele era reconhecido não somente como um profissional qualificado, mas também como uma pessoa acessível e integrada à comunidade local.
A Coordenadoria-Geral de Perícias e a Polícia Civil de Mato Grosso do Sul emitiram notas oficiais de pesar, expressando profundo pesar pela perda de um servidor comprometido e respeitado. Nas manifestações, as instituições destacaram o legado deixado por Diocezar ao longo de sua carreira, ressaltando sua contribuição para o fortalecimento do trabalho pericial no interior do estado e o exemplo de dedicação que representava para os demais agentes. Diversos colegas relataram o impacto emocional da notícia e a admiração pela forma como ele enfrentou a doença sem jamais abandonar seu espírito de serviço.
O velório de Diocezar Monteiro Maidana foi realizado nesta sexta-feira, dia 29 de maio, a partir das 8 horas, na Capela Pax Nikkei, em Aquidauana. O sepultamento ocorreu às 15h30 no Cemitério Municipal da cidade, reunindo uma significativa presença de representantes das forças de segurança, autoridades municipais, amigos e familiares que acompanharam sua jornada de vida e de luta. O momento foi marcado por homenagens emocionadas e relatos que reforçaram o carinho e o respeito conquistados pelo agente ao longo dos anos.
A partida precoce de Diocezar Monteiro Maidana deixa um vazio significativo na Polícia Científica sul-mato-grossense e serve como lembrete sobre a importância do apoio integral à saúde física e mental dos servidores públicos. Seu legado de profissionalismo, coragem diante da adversidade e compromisso com o bem comum permanece como referência para as novas gerações de policiais e peritos. Em meio à tristeza, a memória de sua resiliência e humanidade continua a inspirar todos aqueles que tiveram o privilégio de conviver com ele.



