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Novos desdobramentos: Passos de suspeito em caso de primas desaparecidas no PR são revelados por testemunha

O desaparecimento das primas Sttela Dalva Melgari Almeida e Letycia Garcia Mendes ganhou um novo capítulo que aumentou ainda mais a tensão no interior do Paraná. O principal suspeito do caso, Clayton Antonio da Silva Cruz, conhecido pelos apelidos de “Cleitinho do Pó” e “Dog Dog”, teria sido visto circulando normalmente em Mandaguari mesmo após ter a prisão preventiva decretada pela Justiça. A informação foi revelada por testemunhas ouvidas pela Rede Massa | SBT e rapidamente provocou forte repercussão nas redes sociais e entre moradores da região.

Segundo relatos exibidos no programa “Tá Na Hora Paraná”, Clayton estaria frequentando um bar localizado no bairro Jardim Progresso enquanto segue sendo procurado pela Polícia Civil. Testemunhas afirmaram que o suspeito foi visto chegando ao local pilotando uma motocicleta Falcon preta, veículo já associado a ele durante as investigações. A naturalidade com que o homem teria circulado em público surpreendeu moradores e aumentou o clima de medo na cidade. “Ele chegava tranquilo, tomava cerveja e ficava aí. Ninguém chama ninguém. O pessoal tem medo”, relatou uma mulher que preferiu não ser identificada.

O depoimento chamou atenção porque sugere que o investigado estaria mantendo uma rotina aparentemente normal mesmo diante da enorme repercussão nacional do caso. Segundo moradores da região, existe receio em denunciar possíveis aparições do suspeito por medo de represálias. “Aqui ninguém chama a polícia. Dá problema”, afirmou outra testemunha durante a reportagem exibida pela emissora. As declarações reforçaram o clima de insegurança vivido por pessoas que acreditam ter encontrado Clayton após o desaparecimento das primas.

O caso envolvendo Sttela e Letycia completa 30 dias nesta semana sem respostas concretas sobre o paradeiro das jovens. Conforme as investigações da Polícia Civil, as primas foram vistas pela última vez na madrugada do dia 21 de abril após saírem para uma festa em Paranavaí. Imagens de câmeras de segurança registraram Clayton chegando ao evento acompanhado das duas mulheres. Horas depois, os três aparecem deixando o local em uma caminhonete Hilux preta. Desde então, não houve mais qualquer contato das jovens com familiares ou amigos.

Outro detalhe que intriga os investigadores é o fato de os celulares das primas e do suspeito terem perdido sinal poucas horas após a saída da festa. O último registro obtido pela polícia aponta que o aparelho de Clayton esteve ativo em uma estrada rural localizada entre Paranavaí e Guaraça. Dias depois, o homem voltou a aparecer sozinho em imagens gravadas em Maringá, aumentando ainda mais os questionamentos sobre os acontecimentos daquela madrugada. A caminhonete utilizada na viagem também segue desaparecida.

A Polícia Civil passou a tratar o caso como suspeita de duplo homicídio, embora outras linhas de investigação ainda permaneçam em aberto. Os investigadores acreditam que Clayton tenha permanecido escondido durante alguns dias no interior de São Paulo antes de retornar ao Paraná. O avanço das buscas mobiliza equipes especializadas e vem sendo acompanhado com atenção pela população, principalmente após as novas informações sobre possíveis aparições do suspeito em locais públicos do estado.

Enquanto o paradeiro das primas continua sendo um mistério, familiares seguem convivendo com dias de angústia, esperança e cobranças por respostas das autoridades. Nas redes sociais, campanhas pedindo justiça e informações sobre as jovens desaparecidas continuam mobilizando milhares de pessoas em diferentes regiões do país. A polícia reforçou que qualquer informação sobre o paradeiro de Clayton Antonio da Silva Cruz ou das vítimas pode ser repassada de forma anônima pelos telefones 181, 190 e 197. O caso permanece entre os mais comentados do Paraná e continua gerando enorme comoção nacional.

 

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