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Crise de Flávio Bolsonaro leva Datafolha a testar Michelle Bolsonaro

Uma nova pesquisa eleitoral do instituto Datafolha deve ampliar a pressão sobre o cenário político da direita nas eleições de 2026. O levantamento, previsto para ser divulgado na próxima sexta-feira, passará a incluir o nome da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro em cenários de primeiro e segundo turno para a Presidência da República.

A movimentação acontece em meio ao desgaste enfrentado pelo senador Flávio Bolsonaro após a divulgação de áudios e mensagens envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro, ligado ao Banco Master. O caso provocou forte repercussão política e aumentou a pressão sobre a pré-candidatura do filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Segundo informações divulgadas neste domingo, o Datafolha ouvirá 2.004 pessoas entre quarta e sexta-feira desta semana. Será a primeira rodada do instituto realizada integralmente após a revelação pública das conversas entre Flávio Bolsonaro e Vorcaro.

Nos bastidores políticos, aliados do PL acompanham com atenção os impactos do caso sobre a imagem do senador. Integrantes da direita avaliam que a entrada de Michelle Bolsonaro na pesquisa pode ajudar o partido a medir alternativas eleitorais caso o desgaste de Flávio continue crescendo nas próximas semanas.

A crise ganhou força após o vazamento de áudios em que Flávio pede recursos milionários para financiar o filme Dark Horse, produção inspirada na trajetória política de Jair Bolsonaro. O episódio acabou atingindo diretamente o discurso da pré-campanha bolsonarista e abriu espaço para novas disputas internas dentro do campo conservador.

Mesmo diante da turbulência, Flávio mantém oficialmente sua pré-candidatura ao Palácio do Planalto. A estratégia da equipe do senador agora é tentar conter os danos políticos enquanto acompanha os próximos levantamentos eleitorais.

A última pesquisa Datafolha, divulgada no sábado, já havia mostrado um cenário apertado entre Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro em eventual segundo turno. Ambos apareceram com 45% das intenções de voto, configurando empate numérico dentro da margem de erro.

Entretanto, parte da coleta daquele levantamento ocorreu antes da divulgação completa dos áudios envolvendo Vorcaro. Por isso, analistas políticos aguardam a nova rodada para medir se houve impacto real na popularidade do senador após a explosão do caso nas redes sociais e no noticiário político.

Além da inclusão de Michelle Bolsonaro, o novo levantamento também deve servir como termômetro para o avanço da polarização entre governo e oposição faltando poucos meses para o início oficial do calendário eleitoral de 2026.

Nos bastidores de Brasília, a possibilidade de Michelle ganhar espaço nas pesquisas voltou a movimentar alas do bolsonarismo. A ex-primeira-dama mantém forte influência junto ao eleitorado conservador e frequentemente aparece como uma das figuras mais populares do grupo político liderado por Jair Bolsonaro.

Enquanto isso, adversários acompanham o caso do Banco Master como um potencial fator de desgaste para a oposição. A expectativa é que os próximos levantamentos indiquem se o episódio terá efeitos duradouros na corrida presidencial ou se a crise poderá ser contida pela campanha bolsonarista.

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