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Virada no Caso: Pistas levam polícia a investigar duplo homicídio no sumiço de primas

O desaparecimento das primas Sttela Dalva Melegari Almeida e Letycia Garcia Mendes, ambas de apenas 18 anos, ganhou um novo e preocupante capítulo no Paraná. A Polícia Civil passou a trabalhar oficialmente com a possibilidade de duplo homicídio após analisar uma sequência de elementos considerados decisivos para o rumo das investigações. O caso, que já mobiliza equipes policiais, familiares e milhares de pessoas nas redes sociais, segue cercado de perguntas sem respostas e vem causando grande comoção em diversas cidades do estado. Desde a madrugada do dia 21 de abril, quando as jovens foram vistas pela última vez após saírem para uma festa na região de Paranavaí, nenhum contato voltou a ser feito pelas primas.

As investigações apontam que Sttela e Letycia deixaram Cianorte acompanhadas de Clayton Antônio da Silva Cruz, de 39 anos, principal suspeito do desaparecimento. Conhecido pelos apelidos de “Sagaz” e “Dog Dog”, ele utilizava o nome falso “Davi” para se aproximar de pessoas na cidade. Segundo os investigadores, as jovens embarcaram em uma caminhonete conduzida pelo suspeito durante a noite e seguiram viagem em direção a Paranavaí. Câmeras de segurança registraram parte do trajeto e confirmaram a presença do trio em diferentes pontos da região durante a madrugada.

Um dos fatores que mais aumentaram a preocupação da polícia foi justamente o comportamento das jovens antes do desaparecimento. De acordo com familiares e amigos, Sttela e Letycia mantinham contato constante com parentes, eram bastante ativas nas redes sociais e dificilmente ficariam tanto tempo sem responder mensagens ou atender ligações. A última postagem publicada por uma das primas aconteceu ainda dentro do veículo usado durante a viagem. Depois daquele momento, os celulares deixaram de registrar movimentações relevantes, algo considerado fora do padrão pelas equipes responsáveis pela investigação.

O delegado Luiz Fernando Alves Silva afirmou que o conjunto de informações reunidas até agora fortaleceu a principal linha investigativa trabalhada pela Polícia Civil. Segundo ele, o longo período sem qualquer sinal de vida das jovens, somado à dinâmica dos fatos e ao cruzamento de dados coletados durante as diligências, levou os investigadores a considerarem a hipótese de um possível duplo homicídio. Apesar disso, a polícia reforça que as buscas continuam e que nenhuma possibilidade está completamente descartada enquanto o caso não for esclarecido oficialmente.

Outro detalhe que chamou atenção dos investigadores foi a movimentação atribuída ao suspeito após o desaparecimento das primas. Segundo a polícia, Clayton teria retornado sozinho para Cianorte entre os dias 22 e 23 de abril. Ainda conforme a apuração, ele não estava mais com a caminhonete utilizada durante a viagem e também teria abandonado o próprio telefone celular. Pouco depois, desapareceu novamente utilizando uma motocicleta. A sequência de atitudes passou a ser considerada suspeita pelas autoridades, principalmente porque o homem deixou de manter contato com conhecidos logo após o sumiço das jovens.

A Justiça decretou a prisão temporária de Clayton Antônio da Silva Cruz no dia 29 de abril, mas até agora ele continua foragido. A Polícia Civil afirma que equipes seguem realizando buscas em diferentes cidades da região e analisando imagens, depoimentos e registros digitais para tentar localizar o suspeito. Informações recebidas por meio de denúncias anônimas também estão sendo verificadas. Nos últimos dias, áreas rurais próximas de Paranavaí passaram a ser alvo de novas diligências, especialmente depois que sinais de celulares e movimentações consideradas relevantes entraram no radar da investigação.

Enquanto isso, familiares vivem dias de sofrimento e incerteza aguardando qualquer notícia sobre o paradeiro das jovens. O caso repercute fortemente nas redes sociais, onde campanhas pedindo justiça e respostas continuam sendo compartilhadas por milhares de pessoas. Amigos das primas também organizam correntes de oração e mobilizações virtuais para manter o assunto em evidência. A Polícia Civil reforça que qualquer informação pode ajudar nas investigações e orienta que denúncias sejam feitas pelos telefones 181 ou 190. O desaparecimento de Sttela e Letycia já se tornou um dos casos mais comentados do Paraná nas últimas semanas e segue despertando atenção em todo o país.

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