Mulher perde a vida durante festa de confraternização do próprio casamento

Um guarda municipal de Campinas foi preso preventivamente após ser acusado de feminicídio contra a própria esposa durante a festa de celebração do casamento do casal. O crime ocorreu na noite de sábado (9 de maio) no bairro DIC 4, na região norte da cidade, e chocou autoridades e moradores locais pela brutalidade e pelo contexto em que foi cometido. Daniel Barbosa Marinho, de 55 anos, é o principal suspeito da morte de Nájylla Duenas Nascimento, de 34 anos.
De acordo com relatos preliminares da polícia, o casal discutia durante a confraternização quando Marinho deixou o local. Pouco tempo depois, ele retornou armado e efetuou disparos contra a mulher. Nájylla foi atingida e socorrida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), mas não resistiu aos ferimentos. O guarda municipal chegou a acionar a própria corporação após o crime, o que facilitou sua detenção em flagrante ainda no local.
A vítima era mãe de três filhos e, segundo pessoas próximas, o casamento representava uma nova fase na vida do casal. Amigos e familiares relataram surpresa com o desfecho trágico, pois não havia registros públicos de violência anterior entre eles. O crime, no entanto, reforça a estatística alarmante de feminicídios que ocorrem no ambiente doméstico ou em contextos de suposta celebração familiar.
A prisão em flagrante do guarda municipal foi convertida em prisão preventiva por decisão judicial, mantendo-o recolhido à disposição da Justiça. A 2ª Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Campinas conduz as investigações, que buscam esclarecer as circunstâncias exatas do crime, incluindo a dinâmica da discussão e a motivação do autor. A arma utilizada deve passar por perícia.
Especialistas em segurança pública destacam que casos de violência letal contra mulheres cometidos por agentes de segurança merecem atenção redobrada, tanto pela capacidade letal quanto pelo acesso a armamentos. Em Campinas, órgãos de defesa dos direitos da mulher acompanham o caso e cobram agilidade na conclusão do inquérito policial.
O feminicídio ocorrido durante a festa de casamento ganhou repercussão nacional, reacendendo o debate sobre a prevenção da violência doméstica e o papel de instituições como as guardas municipais no enfrentamento desse tipo de crime. Autoridades municipais informaram que o servidor foi imediatamente afastado de suas funções.
A tragédia deixa três crianças órfãs de mãe e uma família destroçada. O Tribunal de Justiça de São Paulo mantém o caso sob sigilo durante a fase inicial das investigações, mas confirmou a manutenção da prisão preventiva do acusado, que responderá pelo crime de feminicídio.



