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Emissora surpreende após nova polêmica envolvendo Ratinho

A nova polêmica envolvendo o apresentador Ratinho voltou a movimentar as redes sociais e gerou debates sobre os limites do humor e da opinião na televisão aberta. Desta vez, o comunicador foi acusado por internautas e representantes da comunidade LGBTQIAPN+ de fazer comentários considerados preconceituosos durante seu programa exibido no SBT.

A situação ganhou repercussão após Ratinho comentar, ao vivo, sobre relacionamentos e novelas da televisão brasileira. Durante o bate-papo, ele afirmou que produções exibindo casais homoafetivos poderiam “influenciar” o comportamento das pessoas. A declaração rapidamente viralizou nas redes sociais e provocou uma onda de críticas.

O episódio chamou ainda mais atenção por causa da postura adotada pela emissora. Em ocasiões anteriores, o SBT chegou a divulgar nota pública após falas polêmicas do apresentador envolvendo a deputada Erika Hilton. Naquele momento, a empresa buscou se distanciar das declarações feitas no programa. Agora, porém, o cenário foi diferente.

Segundo informações divulgadas pelo portal Metrópoles, a assessoria de comunicação da emissora afirmou que não comentaria o assunto. O silêncio da empresa passou a ser interpretado por parte do público como uma mudança de postura diante das novas críticas direcionadas ao apresentador.

As falas aconteceram enquanto Ratinho comentava o caso de um homem que mantinha relacionamento com sete mulheres. Em meio à conversa descontraída, o apresentador disse que ficava “preocupado” ao ver dois homens se beijando e relacionou o tema à presença crescente de casais LGBTQIAPN+ nas novelas. O trecho foi amplamente compartilhado em vídeos curtos nas redes sociais, principalmente no X e no TikTok, plataformas onde o assunto rapidamente entrou entre os mais comentados.

Enquanto a repercussão ainda dominava o ambiente digital, outro assunto envolvendo o nome do comunicador voltou aos holofotes. Reportagem publicada pela Folha de S.Paulo revelou informações sobre empresas ligadas ao Grupo Massa, conglomerado pertencente à família de Ratinho.

De acordo com documentos enviados pela Receita Federal à CPI do Crime Organizado, empresas associadas ao grupo receberam valores milionários do Banco Master entre os anos de 2022 e 2025. Entre elas está a Massa Intermediação, que teria recebido cerca de R$ 21 milhões no período citado. Já a Gralha Azul Empreendimentos e Participações aparece com repasses de aproximadamente R$ 3 milhões em 2022.

Além disso, Ratinho também atuava como garoto-propaganda do CredCesta, cartão consignado ligado ao Banco Master. A divulgação dessas informações fez o assunto ganhar ainda mais repercussão nas redes, misturando debates sobre televisão, política, publicidade e responsabilidade de figuras públicas.

Em nota enviada à imprensa, o Grupo Massa afirmou que todas as operações realizadas seguem práticas reconhecidas pelo mercado e possuem rendimentos declarados à Receita Federal. A empresa também ressaltou que o governador do Paraná, Ratinho Junior, filho do apresentador, não possui participação societária no grupo empresarial.

Mesmo acostumado a se envolver em declarações polêmicas ao longo da carreira, Ratinho voltou ao centro das discussões em um momento em que temas ligados à diversidade e representatividade seguem em destaque na televisão e nas plataformas digitais. O caso reacendeu debates sobre liberdade de expressão, responsabilidade na comunicação e os impactos de comentários feitos por personalidades com grande alcance popular.

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