Notícias

Psicóloga de 25 anos morre por meningite; família vai doar órgãos da jovem

A morte da psicóloga Juliana Reijane Néo, de apenas 25 anos, causou forte comoção em São Carlos e entre profissionais da área da saúde. Conhecida pelo atendimento acolhedor e pelo compromisso com os pacientes, Juliana faleceu na última sexta-feira, 1º, após complicações provocadas por meningite. O caso reacendeu debates importantes sobre os sinais da doença, a rapidez com que ela pode evoluir e a importância do diagnóstico precoce.

Juliana atuava no grupo Cuhidar Saúde, que divulgou uma nota emocionada lamentando a perda da profissional. A instituição destacou o carinho e a dedicação que ela demonstrava diariamente no trabalho. Colegas relataram nas redes sociais que a jovem era admirada pela forma humana com que tratava pacientes e familiares, criando vínculos que iam além do ambiente clínico.

Segundo informações divulgadas pela imprensa regional, Juliana estava internada na Unidade de Terapia Intensiva da Santa Casa desde o dia 17 de abril. Naquela manhã, ela procurou atendimento na UPA do bairro Santa Felícia com sintomas como dor de cabeça persistente, náusea e vômito. Horas depois, precisou retornar ao atendimento médico em estado grave.

Na parte da tarde, a família levou Juliana até a UPA da Vila Prado, onde ela chegou em parada cardiorrespiratória. Equipes de saúde iniciaram imediatamente os procedimentos de reanimação cardiopulmonar, conseguindo reverter o quadro após vários minutos de atendimento intenso. Em seguida, ela foi encaminhada à Santa Casa por uma unidade avançada do Samu.

Apesar dos esforços das equipes médicas, a psicóloga não resistiu. O tipo de meningite que atingiu Juliana ainda não foi oficialmente confirmado, e a Vigilância Epidemiológica de São Carlos segue investigando o caso.

Mesmo diante da dor da despedida, a família tomou uma decisão que emocionou muitas pessoas: autorizou a doação dos órgãos da jovem. Foram captados coração, fígado, pâncreas, rins e vasos sanguíneos para transplantes. O gesto foi visto por amigos e moradores da cidade como um ato de solidariedade capaz de transformar outras vidas em um momento tão delicado.

Nos últimos anos, especialistas têm reforçado a necessidade de atenção aos sintomas iniciais da meningite. Embora algumas formas da doença sejam menos agressivas, outras podem avançar rapidamente. Entre os sinais mais comuns estão febre, dor de cabeça intensa, vômitos, sensibilidade à luz e rigidez na nuca. Em determinados casos, o quadro pode evoluir em poucas horas.

De acordo com o Ministério da Saúde, a meningite é uma inflamação das meninges, membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal. Ela pode ser causada por vírus, bactérias, fungos ou outros agentes. A vacinação continua sendo uma das principais formas de prevenção, especialmente entre crianças e adolescentes.

A história de Juliana também trouxe à tona discussões sobre a importância do acesso rápido ao atendimento médico e da investigação cuidadosa de sintomas persistentes. Em tempos em que a saúde mental ganhou ainda mais relevância no Brasil, a partida precoce de uma profissional dedicada gerou tristeza entre pacientes, colegas e pessoas que acompanharam o caso.

Nas redes sociais, mensagens de carinho e despedida continuam sendo publicadas por amigos e conhecidos. Muitos descrevem Juliana como uma jovem sonhadora, dedicada à profissão e sempre pronta para ouvir quem precisava de ajuda. Sua trajetória, ainda que breve, deixou marcas profundas em quem teve a oportunidade de conviver com ela.

 

Mostrar mais

LEIA TAMBÉM: