Fiel morre após se engasgar com chiclete em culto

Uma noite que começou como tantas outras terminou marcada por silêncio e consternação em Cuiabá, no Mato Grosso. Durante um culto realizado na igreja Assembleia de Deus Nova Aliança (ADNA), no último sábado (2), uma mulher de 40 anos passou mal de forma repentina, surpreendendo todos que estavam presentes. O ambiente, antes tomado por cânticos e orações, deu lugar à apreensão.
A vítima foi identificada como Danielle Santos Risse de Oliveira. Segundo relatos de pessoas que participavam da cerimônia, ela começou a apresentar sinais de dificuldade para respirar ainda no meio do encontro. A situação chamou a atenção de quem estava por perto, e rapidamente houve uma mobilização para tentar ajudá-la. Em momentos assim, cada segundo parece se estender, e foi exatamente essa sensação que tomou conta do local.
Ainda dentro da igreja, frequentadores tentaram prestar os primeiros socorros enquanto aguardavam a chegada de uma equipe especializada. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado e chegou pouco depois, assumindo o atendimento com os protocolos adequados. A suspeita inicial era de que algo estivesse bloqueando a passagem de ar, o que dificultava a respiração.
Os socorristas utilizaram equipamentos para auxiliar a ventilação, incluindo uma máscara manual, na tentativa de estabilizar o quadro. Apesar dos esforços, o estado de Danielle exigia cuidados mais avançados. Durante o deslocamento até o Hospital Municipal de Cuiabá, houve uma parada cardiorrespiratória, o que levou a equipe a iniciar manobras de reanimação.
A chegada ao hospital foi registrada às 18h43. Danielle foi levada imediatamente para a sala de emergência, onde profissionais da saúde continuaram o atendimento. Foram minutos intensos, com tentativas de reverter o quadro clínico. Ainda assim, por volta das 18h55, o óbito foi confirmado.
A causa provável apontada pelas autoridades médicas foi asfixia por inalação de alimento, levando a uma insuficiência respiratória aguda. O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML), onde o caso foi classificado como morte externa.
O episódio trouxe à tona um tema que muitas vezes passa despercebido no cotidiano: os riscos associados a situações aparentemente simples, como mastigar um chiclete. Embora raros, casos de engasgo podem acontecer em diferentes contextos, inclusive em ambientes considerados seguros e tranquilos.
Em nota, a Assembleia de Deus Nova Aliança manifestou pesar pela perda. A mensagem destacou a trajetória de fé de Danielle e o impacto positivo que ela deixou entre familiares, amigos e membros da comunidade religiosa. Em trechos da homenagem, a igreja ressaltou o legado de dedicação e carinho que marcou sua vida.
Para quem esteve presente, a lembrança que fica vai além do susto. Há também a memória de solidariedade — pessoas que, mesmo sem preparo técnico, fizeram o possível para ajudar. Esse tipo de reação imediata, embora nem sempre suficiente, mostra o quanto o instinto humano de cuidado se manifesta em momentos críticos.
O caso também reforça a importância de noções básicas de primeiros socorros. Saber como agir diante de um engasgo pode fazer diferença, principalmente enquanto o atendimento especializado não chega. Pequenas atitudes, quando bem orientadas, podem contribuir para preservar vidas.
Enquanto familiares e amigos lidam com a perda, a cidade acompanha o caso com respeito e reflexão. Histórias como essa, embora difíceis, servem como lembrete da fragilidade dos momentos e da importância de atenção aos detalhes do dia a dia.



